Yo La Tengo retorna ao Brasil após 11 anos: ‘Estamos muito animados para voltar’
Depois de uma longa pausa, a banda de indie rock Yo La Tengo está de volta ao Brasil. O trio de Hoboken, Nova Jersey, que já ganhou uma reputação por sua inquietude criativa e ousadia sonora, vai encerrar a turnê sul-americana com duas apresentações em São Paulo. Em entrevista, o baixista James McNew revelou que a ansiedade é compartilhada não apenas pelos fãs do Brasil, mas também pela própria banda.
Quatro décadas de inovação e diversidade
A trajetória do Yo La Tengo é um livro aberto de experimentação e criatividade. Com uma discografia extensa que transita facilmente entre o noise rock e o pop melódico, o trio já foi comparado ao Velvet Underground, uma das bandas mais influentes da história do rock. E é justamente essa multiplicidade que McNew celebra ao falar sobre as quatro décadas de carreira da banda. “Às vezes tocamos alto, às vezes tocamos em silêncio. Tocamos instrumentos, experimentamos várias coisas, mas continua sendo a gente”, diz o baixista.
Uma filosofia de vida e música
A espontaneidade é uma parte fundamental do DNA da banda desde cedo. McNew relembra a colaboração com Jad Fair, do Half Japanese, no álbum Strange But True, que foi reeditado recentemente pela Joyful Noise. “Quando trabalhamos com ele, tudo era improvisação”, relembra. “Ele acenava quando queria que começássemos e acenava de novo quando era hora de parar. Essas eram as únicas instruções”. Essa liberdade e improvisação são o que o público brasileiro vai sentir de perto nos dois shows marcados para a cidade.
O retorno ao Balaclava Fest e ao Cine Joia
A passagem pelo país inclui uma performance no Balaclava Fest, em 9 de novembro, e um show acústico intimista no Cine Joia. McNew é um dos membros da banda mais ansiosos para voltar ao Brasil. “Estamos muito animados para voltar. Gostaria que não tivesse demorado tanto assim”, diz ele. E é justamente essa ansiedade compartilhada que tornará os dois shows em São Paulo um momento especial tanto para a banda quanto para os fãs.
Um segredo para a diversidade
Mas o que é o segredo da diversidade sonora da banda? Segundo McNew, a chave está em não buscar um som único. “Não somos o tipo de pessoas que quer fazer a mesma coisa o tempo todo”, diz o baixista. A banda tem encontrado uma forma de estar em paz com a diversidade de sua criação, em vez de transformá-la em um problema. E é isso que faz sentido para eles.
Um show imprevisível em cada apresentação
E como é que a banda prepara seus shows? McNew conta que os setlists são definidos apenas algumas horas antes de cada apresentação, o que torna cada show imprevisível. “Se tivéssemos um setlist fixo para tocar todos os dias, enlouqueceríamos”, confessa. “A gente gosta de mudar, de se sentir vivo e único a cada experiência”. Isso é justamente o que a banda está esperando para compartilhar com os fãs do Brasil nos dois shows em São Paulo.
