Tokenização avança no Brasil e oferece renda fixa pagando 20% ao ano; quais os riscos?

Tokenização avança no Brasil e oferece renda fixa pagando 20% ao ano; quais os riscos?

Tokenização avança no Brasil e oferece renda fixa pagando 20% ao ano; quais os riscos?

A tokenização de ativos tradicionais está superando todas as expectativas, não apenas no mercado global, mas também no Brasil. É cada vez mais comum ver gestores financeiros e instituições importantes falando sobre o assunto, e até mesmo a família Trump se debruçando sobre a possibilidade de investir.

Mas, como funciona exatamente esse processo e como ele pode ser uma boa opção para o investidor pessoa física? Vamos aprofundar e entender melhor.

Tokenização: a alternativa rápida e eficiente

As empresas precisam de dinheiro para crescer e manter o negócio rodando. Tradicionalmente, isso é feito com a emissão de debêntures ou outros títulos de dívida, um processo burocrático e demorado que pode levar de três a seis meses. Com a tokenização, isso pode ser feito de forma mais rápida e acessível, em apenas 30 a 45 dias. Em vez de passar por todas as etapas do mercado tradicional, a firma emite seus títulos diretamente na blockchain, em forma de tokens, que podem ser comprados por investidores.

A regulamentação CVM 88: um passo importante

O processo de emissão segue a regulamentação CVM 88, de abril de 2022. Ela foi criada inicialmente para startups que precisavam levantar grana via crowdfunding, mas foi posteriormente adaptada para as emissoras cripto. Com isso, as empresas podem realizar ofertas de forma mais fácil e eficiente, sem precisar perder tempo em processos burocráticos.

Tipos de ativos tokenizados

Há muitos tipos de ativos que estão sendo tokenizados, desde Crédito do Produtor Rural (CPRs) até recebíveis de cartões. De acordo com os dados coletados pela plataforma RWA Monitor, em 2024, os ativos tokenizados mais comuns são:

  • Crédito do Produtor Rural (CPRs) – 42,1%
  • Nota comercial – 22,3%
  • Debêntures – 19,5%
  • Recebível de cartões – 7%
  • Duplicatas – 4,8%
  • Acordo de participação em empréstimo – 2%
  • Cédula de Crédito Bancário (CCB) – 1,9%

A tokenização é uma opção promissora para os investidores, oferecendo uma renda fixa pagando em torno de 20% ao ano. Mas é importante lembrar que, como em qualquer investimento, há riscos envolvidos. Então, é essencial estar atento e fazer seus próprios pesquisas antes de tomar qualquer decisão.

O mercado de tokenização está em crescimento e, cada vez mais, empresas vão explorar essa opção para atrair investidores. O importante é entender como funcionam os processos e como encontrar os ativos mais seguros e promissores. Com a regulamentação CVM 88 e a expansão do uso da blockchain, o futuro parece brilhante para a tokenização no Brasil.

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