Tarifa de 50% nos EUA faz o “Rei do Ovo” brasileiro desligar as exportações e redirecionar volumes para outros destinos
Um dos golpes mais duros para a economia brasileira veio em agosto de 2025, quando os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 50% sobre uma parcela significativa dos produtos brasileiros. A medida, justificada como uma emergência nacional, entrou em vigor em 6 de agosto do mesmo ano e elevou drasticamente o custo de acesso ao mercado americano.
A tarifa de importação, um imposto cobrado pelo país importador sobre as mercadorias, subiu de forma súbita, reduzindo a margem de lucro dos exportadores. Se o exportador não consegue repassar o custo ao comprador, a venda se torna economicamente inviável. É exatamente isso que vários setores brasileiros tiveram que enfrentar desde o início de agosto.
O impacto nas exportações
No caso do setor de ovos, a medida foi particularmente dura. Até julho, os EUA eram o principal destino das exportações brasileiras de ovos em 2025, impulsionadas por uma crise de oferta interna. No entanto, com a tarifa de 50%, a operação brasileira, que vinha ganhando tração no mercado americano, foi forçada a redirecionar sua produção para outros destinos. Ricardo Faria, empresário conhecido como Rei do Ovo e controlador da Global Eggs no exterior e da Granja Faria no Brasil, suspendeu as exportações de ovos para os Estados Unidos. “Inviável com essa tarifa”, disse Faria.
Uma estratégia de combate
Em resposta à medida americana, o governo brasileiro anunciou um pacote de apoio de 30 bilhões de reais em crédito e medidas tributárias para empresas afetadas. A estratégia busca amortecer o choque enquanto se negociam ajustes com Washington. A prioridade é manter empregos, reorientar mercados e compras públicas de produtos afetados. A medida visa dar um fôlego às empresas brasileiras enquanto se trabalha para encontrar uma solução mais definitiva.
Um novo cenário para as exportações
A suspensão das exportações de ovos para os EUA não é uma decisão trivial. A Global Eggs terá que reorganizar sua logística e preços para se adaptar ao novo cenário. A empresa brasileira terá que encontrar novos mercados para suprir a demanda. É um desafio para as empresas brasileiras, mas também uma oportunidade para diversificar suas exportações e evitar uma dependência excessiva de um mercado único.
