Sob o tarifaço de Trump, os EUA enfrentam preços em alta, dólar enfraquecido e negócios em risco

Sob o tarifaço de Trump, os EUA enfrentam preços em alta, dólar enfraquecido e negócios em risco

Economia

Desde fevereiro de 2025, quando Donald Trump iniciou sua nova rodada de sobretaxas, os efeitos do tarifaço começaram a se espalhar pela economia dos Estados Unidos.

Pequenas empresas, consumidores, arrecadação fiscal e até a moeda americana já sentem impactos diretos. Os dados oficiais são da Câmara de Comércio dos EUA.

As análises foram atualizadas em 3 de setembro de 2025 pelo colunista Diogo Schelp, da Veja, reforçando a dimensão dos efeitos econômicos. Veja a seguir os impactos que os EUA tem enfrentado:

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Desde abril, cerca de 240 mil empresas americanas que dependem de importações já registraram prejuízos médios de US$ 90 mil. Os números são da Câmara de Comércio dos EUA.

A estimativa é que, até dezembro, o impacto médio alcance US$ 856 mil por companhia. O aumento reflete diretamente na fragilidade financeira dessas empresas.

Além disso, o faturamento caiu 13% em junho, enquanto o investimento privado encolheu 13,8% no segundo trimestre. O recuo afetou a confiança do setor produtivo.

Como consequência, contratações foram adiadas e o mercado de trabalho perdeu dinamismo. O cenário gera cautela e compromete o crescimento futuro da economia.

Apesar de Trump esperar reduzir o déficit, o resultado foi o contrário. Em julho, o déficit comercial dos EUA subiu 22,1% em comparação ao ano anterior.

O aumento de 7,1% nas importações impulsionou esse avanço, enquanto as exportações caíram apenas 0,1% no mesmo período analisado.

Para evitar perdas maiores, empresas anteciparam compras antes da entrada das tarifas de abril. Além disso, várias redirecionaram fornecedores para outros países.

As importações de produtos chineses, por exemplo, caíram 48% em junho de 2025 frente ao mesmo mês do ano anterior, conforme os levantamentos.

Os consumidores americanos também já sentem os efeitos no bolso. O preço médio dos carros fabricados nos EUA deve subir 14% até o fim de 2025.

O aumento é somado à alta dos juros de financiamento, que passaram de 6,6% para 7%. O acréscimo médio será de US$ 400 por veículo.

Além disso, o preço da carne moída subiu 12,8% em julho em relação a janeiro. O motivo é o rebanho menor, a demanda aquecida e as tarifas.

As sobretaxas foram de 10% sobre importações de países como Brasil e Austrália. Isso elevou diretamente o custo do produto para os americanos.

Já os brinquedos ficaram 3,7% mais caros em apenas quatro meses.
A alta foi resultado das tarifas sobre os produtos chineses, aplicadas em abril.

As tarifas adicionaram US$ 65 bilhões à arrecadação entre abril e junho, portanto o crescimento mostra de imediato o efeito da medida nas contas públicas.

Se esse ritmo continuar, a receita extra pode chegar a US$ 189 bilhões até o fim do ano, contudo esse montante ainda é insuficiente.

Além disso, o plano fiscal de Trump prevê cortes que custarão US$ 590 bilhões anuais, já que o valor é muito superior ao ganho obtido com sobretaxas tarifárias.

Desde o início de 2025 até setembro, o dólar recuou quase 10% frente a uma cesta de moedas estrangeiras. Assim, a moeda perdeu competitividade rapidamente.

Ao mesmo tempo, a queda foi acompanhada por forte volatilidade nos títulos públicos de longo prazo. Além disso, a instabilidade provocou uma fuga expressiva de capitais.

Por consequência, esse movimento sinaliza desconfiança crescente na condução fiscal do governo americano.
Desse modo, a percepção afeta tanto investidores internos quanto estrangeiros.

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