Sob o peso do tarifaço americano que já paralisa embarques para os EUA, Argentina e Paraguai assumem papel de protagonistas e puxam as vendas de calçados com altas de 68% e 41%

Sob o peso do tarifaço americano que já paralisa embarques para os EUA, Argentina e Paraguai assumem papel de protagonistas e puxam as vendas de calçados com altas de 68% e 41%

Sob o peso do tarifaço americano que já paralisa embarques para os EUA, Argentina e Paraguai assumem papel de protagonistas e puxam as vendas de calçados com altas de 68% e 41%

A indústria calçadista brasileira enfrenta um coquetel de dificuldades no momento. As exportações brasileiras diminuem, enquanto as importações, principalmente da China, crescem, intensificando a competitividade no mercado interno. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), agosto foi um mês particularmente desafiador. As vendas de calçados para o exterior somaram 7,64 milhões de pares, gerando US$ 77 milhões. Esse resultado representa uma queda de 0,5% em volume e 9,1% em receita em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nos primeiros oito meses de 2025, a exportação totalizou 67,52 milhões de pares, com receita de US$ 651,1 milhões. Apesar do aumento de 5,7% em volume, a receita diminuiu 0,6% em comparação com o mesmo período de 2024. O desempenho do mercado norte-americano, principal destino para as exportações de calçados brasileiros, foi um fator decisivo para essa queda.

O Impacto das Tarifas

As exportações para os EUA em agosto foram de 803,7 mil pares, que geraram US$ 21,4 milhões. Dados que refletem retrações de 17,6% em volume e 1,4% em receita na comparação com agosto de 2024.

Segundo a Abicalçados, o impacto das tarifas impostas pelos EUA, país responsável por mais de 20% do total de exportações de calçados brasileiras, já é visível. Haroldo Ferreira, presidente-executivo da entidade, afirma que a partir de setembro, quando a tarifa adicional estará em vigor por um mês inteiro, a situação deve se agravar ainda mais, tornando as exportações brasileiras “praticamente inviáveis” diante da forte concorrência de fabricantes asiáticos, principalmente chineses, no mercado americano.

Ainda assim, o mercado brasileiro não se fecha completamente.

Novos Horizontes

Outros destinos apresentam crescimento nas vendas de calçados brasileiros. A Argentina, segundo maior comprador, aposta no brasileiro: importações cresceram 68% em agosto, com um total de 1,63 milhão de pares, gerando gastos de US$ 18,44 milhões. Já o Paraguai registra alta de 41%.

Com a mudança no cenário geopolítico e a intensificação de conflitos comerciais, a busca por novos mercados se torna cada vez mais crucial para a sobrevivência da indústria calçadista brasileira. Afinal, para continuar forte e competitiva, o setor precisa diversificar seus mercados e se adaptando a uma realidade global em constante mudança.

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