Será o fim da Raízen? Como a gigante do açúcar e etanol queimou R$ 7 bi, viu a dívida disparar e teve suas ações reduzidas a R$ 1

Será o fim da Raízen? Como a gigante do açúcar e etanol queimou R$ 7 bi, viu a dívida disparar e teve suas ações reduzidas a R$ 1

Será o fim da Raízen?

A notícia da paralisação da usina Santa Elisa, em Sertãozinho, interior paulista, marcou um dos capítulos mais críticos da história da Raízen. A decisão, anunciada em julho, deixou em risco cerca de 1.200 empregos e expôs de forma clara a crise enfrentada pela companhia, considerada até pouco tempo uma das maiores forças do setor sucroenergético mundial.

Uma das maiores forças do setor sucroenergético mundial

Fundada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell, a Raízen parecia invencível. No entanto, atualmente, a empresa atravessa sua fase mais delicada desde o IPO realizado em 2021, que movimentou US$ 14,3 bilhões e foi a maior abertura de capital da América Latina naquele ano.

Hoje, quatro anos depois, a situação é bem diferente. A dívida líquida saltou para R$ 49 bilhões em junho, e as ações despencaram para o menor valor da história, próximas de R$ 1. O impacto do fechamento da unidade em Sertãozinho foi imediato. A cidade, que há quase nove décadas dependia da atividade da Santa Elisa, viu sua principal fonte de renda desaparecer.

“Eu me senti anestesiado, olhei nos olhos das pessoas e vi tristeza neles”, relatou o instrumentista Natã Nóbrega, funcionário da usina por duas décadas, em entrevista. A planta já havia sido considerada a maior do Brasil, país que lidera a produção global de açúcar. O encerramento de suas operações, ainda que temporário, foi interpretado pelo mercado como um sinal alarmante da deterioração financeira da Raízen.

Buscando novos recursos

Em balanço divulgado em 14 de agosto, o diretor financeiro da companhia, Rafael Bergman, admitiu que a Raízen está em busca de novos recursos. Segundo ele, a empresa “queimou uma pilha de dinheiro” equivalente a R$ 7 bilhões apenas no trimestre encerrado em 30 de junho. O anúncio derrubou imediatamente as ações (RAIZ4) em até 15%, fazendo com que o papel atingisse o seu menor valor da história.

A situação financeira da Raízen é crítica, e a empresa precisa encontrar uma saída para evitar o colapso. A pergunta que todos se fazem é se a Raízen conseguiu superar essa crise e retornar ao topo do setor sucroenergético ou se está fadada ao fracasso.

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