Sem gente para contratar, varejo trava, 6 mil vagas sem preenchimento em plena baixa do desemprego expõem desafio da qualificação.
No Espírito Santo, a falta de trabalhadores está afetando o crescimento dos supermercados. Segundo a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), há 6 mil vagas abertas que não saem do papel, apesar de contratações recentes. Este desafio é um ponto de preocupação para o setor, que emprega cerca de 60 mil pessoas diretamente e 120 mil indiretamente.
A busca por competências que mudam
Entre janeiro e julho de 2025, o estado abriu 7,7 mil vagas formais no segmento de supermercados, quase o mesmo volume das oportunidades disponíveis hoje. No entanto, é claro que há um descompasso entre a oferta de vagas e a capacidade de preenchimento. As empresas estão ajustando turnos, terceirizando etapas e replanejando lojas para atender à situação. Mas o que está acontecendo? Por que, mesmo com mais gente trabalhando, milhares de vagas seguem sem candidatos prontos?
A qualificação é considerada um dos principais gargalos, além de fatores estruturais de custo que pressionam o varejo. E é aqui que as coisas ficam complicadas. Muitas pessoas estão à margem da empregabilidade, e é necessário trazer essas pessoas para perto e acelerar treinamentos de base para funções de entrada, como reposição, atendimento e operação de caixa. Sem isso, as vagas continuam ociosas. O setor está clamando por mudanças, mas o que podemos fazer para apoiar os empregadores e os empregados?
Oportunidades perdidas e a necessidade de inovação
A Acaps Trade Show 2025, realizada na terça-feira (16/9), no Pavilhão de Carapina, trouxe líderes do varejo e da indústria juntos para cobrar medidas para ampliar a empregabilidade. O evento é um lembrete de que o varejo é um setor em constante mudança e que é necessário estar preparado para aprimorar a capacidade de trabalhar da população. Com a tecnologia em constante evolução e as demandas dos clientes mudando, as empresas precisam se adaptar e encontrar formas de atrair e manter talentos.
Por uma qualificação que responda às necessidades do mercado
A pressão para melhorar a empregabilidade é maior agora, com a taxa de desocupação no trimestre encerrado em julho de 2025 apresentando sua menor taxa desde 2012. Isso significa que mais gente está trabalhando, mas há ainda 6 mil vagas sem preenchimento. É hora de pensar em soluções criativas e inovadoras para atrair e capacitar os futuros trabalhadores do setor. É hora de olhar para além dos treinamentos tradicionais e encontrar formas de treinar a capacidade de aprender.
O impacto na economia local
O desafio da qualificação é um lembrete de que a economia local depende da capacidade das empresas de oferecer oportunidades de trabalho. Se os supermercados não podem preencher suas vagas, o impacto pode ser sentido em toda a cadeia produtiva. É hora de trabalhar juntos para apoiar as empresas e apontar soluções para a falta de mão de obra qualificada. A Acaps está no centro desse esforço, trabalhando para ajudar as empresas a enfrentar esse desafio com a ajuda de lideranças do setor e da indústria.
