Novidade do Banco Central revoluciona segurança do sistema financeiro
A partir de agora, empresas que conectam instituições financeiras à rede nacional precisam ter um seguro de proteção contra riscos como fraudes e ataques cibernéticos. Essa é a principal mudança da nova resolução do Banco Central (Resolução BCB nº 498, de 5/9/2025), que define regras mais rígidas para os Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs).
A medida, que busca fortalecer a segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN), impõe a contratação obrigatória de seguro de responsabilidade civil e de riscos operacionais, com cobertura específica para segurança cibernética e incidentes de fraude.
Segundo especialistas, essa mudança representa um divisor de águas para o setor de tecnologia financeira. A exigência do Banco Central reconhece o risco digital como um elemento fundamental para a solidez do sistema financeiro brasileiro.
Novos critérios para empresas de tecnologia
A nova resolução vai além do seguro e estabelece critérios rigorosos para credenciar os PSTIs. Assim, elas precisarão comprovar uma estrutura robusta de governança, incluindo diretores dedicados à segurança da informação e à cibersegurança. A gestão de riscos e o cumprimento das normas (compliance) também serão avaliados, assim como o capital social e a realização de auditorias externas anuais.
A falta de cumprimento dessas regras pode trazer consequências sérias para as empresas, como o descredenciamento pelo Banco Central e a implementação de limites operacionais mais restritivos.
Benefícios e desafios da mudança
A resolução do Banco Central trará benefícios tanto para o sistema financeiro como para os consumidores. Com medidas de segurança mais robustas, o risco de fraudes e ataques cibernéticos é reduzido, protegendo o dinheiro das pessoas e assegurando a confiabilidade do sistema financeiro.
Por outro lado, a adequação a essas novas regras exige investimento de tempo e recursos das empresas de tecnologia. É preciso reconstruir processos, implementar medidas de segurança avançadas e se manter a par das últimas tendências em cibersegurança.
Ajuste nas transações PIX e TED
A resolução do Banco Central também impactará diretamente as transações PIX e TED por meio de ajustes em sua operacionalização. Instituições financeiras que utilizarem PSTI não credenciado pelo BCB terão um limite de R$ 15 mil por transação. Essa limitação poderá ser dispensada caso a instituição comprove que possui requisitos de segurança adequados. Essa medida visa fortalecer a segurança das transações via PIX e TED, incentivando o uso de provedores de serviços certificados pelo Banco Central.
A dinâmica do setor de tecnologia financeira está em constante transformação. Novas ameaças e desafios surgem a cada dia, exigindo que empresas e instituições estejam sempre à frente da curva em termos de segurança cibernética. A resolução do Banco Central é um passo importante nesse sentido, estabelecendo um marco regulatório para proteger o sistema financeiro brasileiro e seus usuários.