Real segue entre as moedas mais baratas do mundo, diz Bank of America, e pode ter nova alta ainda em 2025

Real segue entre as moedas mais baratas do mundo, diz Bank of America, e pode ter nova alta ainda em 2025

Real segue entre as moedas mais baratas do mundo, diz Bank of America, e pode ter nova alta ainda em 2025

O real brasileiro continua a figurar entre as moedas mais baratas do mundo, de acordo com um relatório recente do Bank of America (BofA). Mesmo após a valorização observada no início de 2025, a moeda brasileira permanece mais de 15% abaixo de sua média de longo prazo quando ajustada pelo comércio. Essa situação pode ser revertida, pois o banco vê espaço para uma nova alta do real em 2025, sustentada por fundamentos econômicos positivos e um cenário internacional relativamente favorável.

Moedas latino-americanas em desequilíbrio

O estudo do Bank of America sobre câmbio indica que as moedas latino-americanas, no geral, passaram de uma subvalorização de 3,2% para uma supervalorização de 2,2% em relação às médias pós-2015. No entanto, o Brasil e o Chile ainda permanecem na faixa de subvalorização. Segundo os analistas do BofA, o Brasil oferece fortes retornos reais – ou seja, ganhos ajustados pela inflação – e o Chile tende a se beneficiar de potenciais investimentos corporativos após suas eleições.

A valorização do real pode ser explicada, em parte, pela recente mudança no cenário econômico global. Em 2024 e início de 2025, o dólar chegou a superar R$ 6,29, mas atualmente gira em torno de R$ 5,42, refletindo tanto o enfraquecimento global da moeda americana quanto ajustes internos na economia brasileira. Apesar dessa queda, o Bank of America câmbio avalia que o real ainda não atingiu seu valor justo de longo prazo e pode continuar ganhando força frente ao dólar ao longo de 2025.

Fatores que podem impulsionar a valorização do real

Alguns fatores contribuem para a possível valorização da moeda brasileira. As recentes tarifas de 50% anunciadas pelo presidente americano Donald Trump ao Brasil, embora significativas, trazem cerca de 700 exceções para exportações estratégicas, como suco de laranja, minério de ferro e aeronaves. Isso reduz o impacto imediato sobre o crescimento e o comércio exterior. Além disso, o Brasil tem registrado fundamentos econômicos positivos, com uma economia que se mostra mais resistente do que se pensava.

No entanto, alguns analistas alertam que os efeitos negativos no longo prazo podem ser relevantes. Estimativas da Oxford Economics apontam para uma queda de até 5% nas exportações reais do Brasil e um declínio de 10%.

Em resumo, o real brasileiro ainda não alcançou seu valor justo de longo prazo e pode continuar a se valorizar em 2025, graças a uma combinação de fatores econômicos positivos e um cenário internacional favorável.

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