Consequências imprevisíveis das tarifas de Trump
Por conta das tarifas do presidente Donald Trump, a Rio Tinto, um dos maiores produtores de alumínio do mundo, passou a comprar alumínio nos EUA para abastecer clientes locais. Antes, a empresa extraía o metal do Canadá e o transportava para os EUA. No entanto, com a tarifa de 50% sobre as importações de alumínio, que entrou em vigor em junho, a estratégia mais vantajosa se tornou comprar suprimentos de concorrentes dentro do país.
O mercado de alumínio em tumulto
A medida forçou a Rio Tinto a restringir os embarques para os EUA e a buscar novas fontes de suprimento no país. O impacto das tarifas de Trump nas indústrias americanas já é significativo. Elas perturbaram o mercado de metais altamente integrado da América do Norte, causando um aumento nos preços do alumínio bem acima dos padrões globais. Empresas como a Rio Tinto precisam ajustar suas operações rapidamente para não comprometerem seus lucros.
A estratégia da Rio Tinto não é fácil de implementar. A indústria de alumínio dos EUA não produz metal suficiente para atender à demanda interna. Com menos importações, os compradores americanos de alumínio precisarão depender mais dos estoques americanos cada vez menores que a Rio Tinto está explorando. A empresa está comprando blocos de alumínio, conhecidos como lingotes, no mercado aberto, com tradings e bancos envolvidos nas transações.
Uma solução criativa
A Rio Tinto comprou pelo menos 50.000 toneladas de alumínio do mercado spot dos EUA desde junho. Isso é apenas uma fração do que a empresa embarcou para os EUA no primeiro semestre do ano, antes da entrada em vigor das tarifas. Em vez de transportar o metal extraído do Canadá, a empresa está se esforçando para encontrar suprimentos dentro do país.
O metal que chega ao mercado é produzido por concorrentes da Rio Tinto, incluindo a Alcoa, a Emirates Global Aluminum e a Century Aluminum. Parte do metal vem de armazéns em vários portos dos EUA.
O aumento nos preços do alumínio nos EUA desde janeiro, devido à ameaça tarifária, criou um “prêmio do Centr”, tornando o metal americano mais caro do que em outros mercados internacionais. Com as tarifas em vigor, a Rio Tinto e outras empresas precisam encontrar formas criativas de suprir a demanda local sem comprometerem seus lucros.
