## Petróleo volta a subir após discurso de Trump na ONU
O petróleo voltou a ganhar valor nesta terça-feira (23) após o ex-presidente americano Donald Trump usar a Assembleia Geral da ONU para lançar novas críticas à Rússia, pedindo uma postura mais dura global contra Moscou e a escalada do conflito na Ucrânia. Trump deixou claro que os Estados Unidos estariam prontos para aplicar tarifas elevadas sobre os produtos russos caso o país não avançasse em um acordo de paz.
Apesar de a guerra na Ucrânia já durar mais de um ano e a União Europeia ter reduzido significativamente a compra de petróleo russo, Trump ainda pressionou os países europeus para diminuírem ainda mais a dependência de energias russas, destacando que a estratégia só surtira efeito se a Europa cessasse completamente o fluxo de petróleo do país.
Pressão sobre as Cotações
A declaração de Trump causou imediata repercussão nos mercados globais, com os preços do petróleo subindo. O barril de Brent, um dos benchmarks de referência para o petróleo, registrou alta de 1,59%, chegando a US$ 67,63, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiu 1,81% e foi negociado a US$ 63,41.
A pressão sobre o preço do petróleo se intensifica com a escalada da tensão entre EUA e Rússia. Especialistas alertam que a possibilidade de novas restrições sobre o fornecimento de petróleo russo ao mercado mundial levaria a um aumento significativo nos preços. Essa volatilidade, impulsionada por essa incerteza geopolítica, leva os investidores a buscarem por “refúgio” no setor de energia, assim como aconteceu nesta terça-feira.
## Crescimento Econômico Reforça o Aumento
Além da tensão geopolítica, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a projeção de crescimento mundial em 2023, impulsionando ainda mais o aumento do preço do petróleo.
A projeção otimista da OCDE sugere um cenário de recuperação econômica global, que, em consequência, aumenta a demanda por energia.
Essa demanda crescente, somada às constantes restrições à produção de petróleo, impulsiona o valor do barril, aprofundando a crise energética global. A situação coloca em foco a necessidade de diversificação de fontes de energia e investimentos em alternativas mais sustentáveis.