Paraguai e Uruguai podem fazer parte de novo bloco comercial com países como Singapura, Nova Zelândia, Ruanda e Noruega. Essa é a proposta do FIT-P, um grupo que reúne 11 países em torno de uma parceria para o futuro do investimento e comércio. A iniciativa surge em um cenário de tensões crescentes entre os Estados Unidos e outras nações.
Um bloco comercial baseado em regras
A proposta do FIT-P é criar um bloco comercial que se apoie em regras internacionais, promovendo a abertura comercial e a cooperação entre os países participantes. Singapura, Nova Zelândia e Emirados Árabes Unidos são os membros fundadores principais, e já se juntaram a eles Marrocos, Ruanda, Malásia, Uruguai, Costa Rica, Panamá, Paraguai e Noruega. A lista final de participantes ainda não foi confirmada, mas a expectativa é que o grupo seja lançado oficialmente em uma reunião virtual em novembro.
A ideia por trás do FIT-P é construir uma coalizão que incentive os países a seguirem regras internacionais e a promoverem a cooperação comercial. Isso significa que os países participantes devem se comprometer a respeitar as regras do comércio internacional, o que pode ajudar a evitar conflitos comerciais e a promover o crescimento econômico.
Desbloqueando o comércio digital
Um dos principais pontos de foco do FIT-P é a implementação de medidas de confiança no comércio digital. Atualmente, alguns países não aceitam documentos em formato digital, o que gera barreiras para as transações internacionais. A padronização nesse aspecto é considerada fundamental para facilitar as transações internacionais e aumentar a eficiência. O objetivo é incentivar os países a tratarem documentos digitais e em papel da mesma forma, tornando os processos mais rápidos e eficientes.
A proposta do FIT-P ocorre em um momento em que os EUA têm promovido acordos bilaterais rápidos, apelidados de “acordos de guardanapo”, com parceiros como a União Europeia. Em contraste, o FIT-P busca criar uma parceria mais sólida e duradoura entre os países participantes.
O anúncio do FIT-P é visto como uma jogada estratégica para promover o comércio internacional e a cooperação entre os países. Se confirmado, o grupo contará com 11 países de diferentes regiões, incluindo a Ásia, a América Latina e a Australásia. A iniciativa pode ajudar a promover o crescimento econômico e a estabilidade comercial em um cenário de grande incerteza.
