Oncoclínicas avança para aumento de capital para diminuir dívidas

Oncoclínicas avança para aumento de capital para diminuir dívidas

Oncoclínicas avança para aumento de capital para diminuir dívidas

A Oncoclínicas, uma das principais redes de oncologia do país, está em movimento! Na noite de terça-feira (9), a empresa divulgou ao mercado que está avaliando a realização de um potencial aumento de capital para fortalecer o caixa da companhia. Esse movimento havia sido antecipado anteriormente e visa garantir que a empresa não descumpra um covenant estabelecido junto a seus credores ao fim do quarto trimestre deste ano.

O que é um covenant?

Para entender melhor o contexto, é importante saber o que é um covenant. É um compromisso estabelecido pela empresa com seus credores, que define limites para a alavancagem (dívida) da empresa em relação ao seu Ebitda (resultado liquido obtido pela empresa após os impostos e o pagamento de juros da dívida). Nesse caso, o covenant estabelece que a alavancagem deve ficar em 3,5 vezes o Ebitda no quarto trimestre deste ano, o que é um pouco abaixo do nível registrado pela Oncoclínicas em junho.

Por quê a necessidade de aumento de capital?

A Oncoclínicas enfrenta desafios financeiros significativos, com uma dívida líquida de R$ 3,7 bilhões, o que equivale a 4,4 vezes o seu Ebitda. Isso é um problema, pois boa parte da dívida é pós-fixada, ou seja, é corrigida com base no CDI (Taxa Selic), o que significa que a empresa está pagando juros a taxas elevadas. Além disso, esse nível de alavancagem coloca sob ameaça o covenant da empresa, o que pode abrir caminho para a execução da dívida.

A solução é vendar ativos e aumentar capital

Para lidar com essa situação, a Oncoclínicas está vendendo ativos. Uma das primeiras medidas foi a venda do Hospital de Oncologia do Méier, no Rio de Janeiro, para a Hapvida, por R$ 5,3 milhões. Além disso, foi firmado um acordo para a venda de uma fatia de 84% no Complexo Hospital Uberlândia (UMC), em Minas Gerais, para Alexandre de Menezes Rodrigues, um dos fundadores do empreendimento, por R$ 160 milhões.

Como será feito o aumento de capital?

O aumento de capital pode ser feito de forma que a integralização das novas ações seja em moeda corrente ou mediante a contribuição de créditos contra a companhia e/ou suas controladas (incluindo debêntures, notas comerciais e outras dívidas bancárias). A empresa está avaliando atribuir bônus de subscrição como vantagem adicional aos acionistas que participarem da operação.

A expectativa é levantar até R$ 1,5 bilhão

A ideia da Oncoclínicos é levantar até R$ 1,5 bilhão com a iniciativa, com os grupos detentores dos títulos de dívida da empresa já acenando com a possibilidade de participar da operação com mais de R$ 800 milhões. A empresa também confirmou a contratação do banco de investimento Rothschild como assessor financeiro da operação de aumento de capital.

O que vem por aí?

A Oncoclínicas está agora na trilha certa para reduzir sua dívida e fortalecer seu capital. Com essa medida, a empresa deve ser capaz de lidar com os desafios financeiros atuais e continuar avançando em seu objetivo de ser líder no setor de oncologia. Agora, é hora de esperar e ver como tudo vai dar certo para a empresa.

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