Ometto negocia empréstimo de R$ 750 milhões para injetar dinheiro na Cosan

Ometto negocia empréstimo de R$ 750 milhões para injetar dinheiro na Cosan

Ometto busca R$ 750 milhões para manter controle da Cosan

O conselheiro da Cosan, Rubens Ometto, está em um movimento estratégico para manter o controle do seu império empresarial. Após uma série de investimentos menos proveitosos a curto prazo, como a participação na mineradora Vale e a expansão da Raízen, sua empresa de açúcar e etanol, Ometto busca um financiamento de até R$ 750 milhões para participar do aumento de capital da Cosan.

Reafirmando sua influência

A necessidade de garantir sua participação societária surge após a Cosan anunciar um plano para levantar até R$ 10 bilhões em uma oferta pública de ações. Essa iniciativa visa reduzir a endividamento da empresa, mas naturalmente diluí a participação do famílias Ometto na companhia.

Para evitar uma redução ainda mais significativa de sua parcela, Ometto, através da Aguassanta Participações, seu family office, negocia um empréstimo com o Bradesco. As ações da Cosan poderiam servir como garantia dessa operação, que ainda está em curso e analisa outras possibilidades de financiamento.

Uma estratégia de controle

Embora a família Ometto tenha uma participação econômica de 36,02% na Cosan, que será reduzida para 21,3% após o aumento de capital, a Aguassanta garantirá 50,01% dos direitos de voto e cinco das nove cadeiras no conselho de administração. As vagas restantes serão preenchidas por representantes da BTG Pactual Holding e da Perfin Infra, que atuarão como investidores âncora na transação, totalizando R$ 6,5 bilhões.

Esse acordo demonstra a estratégia de Ometto para manter o controle da Cosan, mesmo com a entrada de novos investidores e a diluição de sua participação no capital.

Grandes apostas e retornos questionáveis

A busca por financiamento por parte de Ometto ilustra as dificuldades enfrentadas pela Cosan nos últimos anos. A aposta na siderurgia da Vale, por exemplo, não gerou os retornos esperados e exigiu um manejo cuidadoso da gestão da empresa.

A Raízen, empresa de açúcar e etanol controlada pela Cosan, também passou por momentos desafiadores. Um ambicioso plano de expansão não alcançou os níveis de lucro desejados, impactando a saúde financeira da empresa.

Nos últimos anos, a Cosan se viu diante de um cenário de debaixo de desafios para manter seu crescimento e a participação de Ometto no comando da companhia. O aumento de capital e a busca por financiamento são, portanto, instrumentos importantes para garantir o futuro do negócio.

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