O que pode acontecer com a defesa brasileira se Brasil e EUA se afastarem? Marinha em alerta com crise na Venezuela e comandante adverte: ‘traz dificuldades, o que não é desejável’

O que pode acontecer com a defesa brasileira se Brasil e EUA se afastarem? Marinha em alerta com crise na Venezuela e comandante adverte: ‘traz dificuldades, o que não é desejável’

O que pode acontecer com a defesa brasileira se Brasil e EUA se afastarem?

A Marinha do Brasil está em estado de alerta maximum diante da crise política na Venezuela, onde a tensão entre o governo de Nicolás Maduro e os Estados Unidos pode levar a uma ação militar americana. Embora não haja um plano imediato para reforçar as tropas, o comandante da Força, almirante Marcos Sampaio Olsen, alertou que um afastamento diplomático entre Brasil e EUA “acarretaria dificuldades” para as Forças Armadas brasileiras.

A fronteira norte em foco

A eventual intervenção militar dos EUA contra o governo venezuelano recolocou a fronteira norte no radar das Forças Armadas brasileiras. A Marinha do Brasil está monitorando a situação de perto, com troca de informações com outros órgãos do Estado. No entanto, não há ordem para deslocamentos adicionais de meios navais ou fuzileiros, e o planejamento permanece em nível de rotina operacional.

Para o almirante Olsen, um distanciamento entre os governos brasileiro e americano impactaria exercícios combinados, intercâmbio de inteligência, treinamentos e acesso a tecnologias estratégicas. “As relações da Marinha do Brasil com as Forças Armadas dos EUA decorrem de um alinhamento estratégico há séculos”, disse. “Um esfriamento acarretaria dificuldades e impactos sensíveis para os interesses e o adequado cumprimento das atribuições das Forças, de parte a parte, o que não é desejável.”

A estratégia de defesa

A leitura nas Forças é que qualquer tensão na Venezuela pode pressionar o fluxo migratório para o Brasil. A estratégia, portanto, é acompanhar indicadores na faixa de fronteira e preparar respostas coordenadas com órgãos civis caso haja aumento súbito de entradas, sem mobilização militar ostensiva. No Exército, oficiais de alta patente afirmam que não trabalham com a hipótese de ampliar, agora, o seu efetivo.

Além disso, o Brasil também tem mantido uma estratégia de cooperação militar com a Venezuela, tendo doado 20 blindados com visão noturna, blindagem extra e capacidade anfíbia ao país vizinho em uma transferência de doutrina e experiência tática. A Marinha do Brasil tem também acompanhado o deslocamento de navios de guerra americanos no Caribe, o que tem elevado a tensão na fronteira com a Venezuela.

A garantia da defesa

Para o Brasil, a garantia da defesa está em manter a cooperação militar com os EUA, mas também em desenvolver suas próprias capacidades militares. A Marinha do Brasil tem investido em tecnologias avançadas, como o F-35, capaz de invadir o espaço aéreo inimigo sem ser visto. Além disso, o país tem também fortalecido sua presença naval no Atlântico Sul, com o objetivo de garantir a proteção de seus interesses estratégicos. Em um cenário de tensão entre Brasil e EUA, a defesa brasileira estará preparada para garantir a soberania nacional.

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