O governo dos EUA se torna o investidor mais poderoso do país
Em uma reviravolta surpreendentemente concisa, o governo dos Estados Unidos está se transformando no investidor mais poderoso do país, assumindo participações significativas em empresas em troca de ações. Essa tendência de “capitalismo de estado” não visa apenas gerar retornos aos contribuintes, mas também reforçar cadeias de suprimento e fortalecer a posição dos EUA em setores críticos, como a tecnologia e a mineração de matérias-primas.
Um raro consenso em Washington
Após anos de tensões partidárias em Washington, o governo democrático e republicano estão trabalhando juntos para expandir as autoridades legais que permitirão investir bilhões de dólares em empresas privadas. Esse consenso é tão raro que até os críticos mais radicais estão concordando que essa estratégia pode ser uma jogada de longo prazo.
Superar a China: o terceiro motor
A corrida para superar a China não é apenas uma questão de economia; é uma questão de segurança nacional. Ao controlar certos materiais e processos industriais, a China revelou fragilidades críticas que os EUA não podem se dar ao luxo de ignorar. Além disso, a competição comercial entre os dois países está intensificando, e os EUA precisam fortalecer suas próprias cadeias de suprimento para se manterem competitivos.
Trump deixou o seu legado
O governo de Donald Trump já havia iniciado essa tendência, investindo em empresas como a Intel, a MP Materials e a Lithium Americas. Mas a equipe de Joe Biden está levando essa estratégia a um novo nível, com investimentos em mais setores críticos. Embora alguns críticos achem que isso é apenas um passo de um jogo muito maior, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirma que a Casa Branca está apenas começando.
A ideia é evitar a dependência da China
O governo dos EUA está trabalhando para evitar a dependência excessiva da China em setores estratégicos, como a tecnologia e a mineração de materiais críticos. Além disso, a China tem sido acusada de manipular preços e prejudicar indústrias americanas em favor de sua própria indústria. É hora de os EUA tomar o controle da sua própria economia.
Desafios e oportunidades
A tomada de participações em empresas privadas cria desafios, como a pressão sobre as empresas para cederem controles ou licenças em troca de investimentos governamentais. Alguns conselhos de administração estão ávidos por ter o governo como acionista, mas outros receiam a perda de independência. Nesse cenário, a questão é se as empresas estão dispostas a fazer as concessões necessárias em troca de investimento e proteção.
Um jogo de longo prazo
A estratégia de investir em empresas privadas dos EUA é apenas o começo. A competição comercial com a China está longe de terminar, e a economia global está em um processo contínuo de mudança. A questão é se os EUA estão preparados para enfrentar esses desafios e tomar os passos necessários para fortalecer sua posição em um mundo cada vez mais complexo.
