O diamante de 646 quilates encontrada em Coromandel renderá milhões, mas apenas 2% do valor volta ao Brasil em impostos, expondo o baixo retorno da mineração de diamantes

O diamante de 646 quilates encontrada em Coromandel renderá milhões, mas apenas 2% do valor volta ao Brasil em impostos, expondo o baixo retorno da mineração de diamantes

O diamante de 646 quilates encontrada em Coromandel renderá milhões, mas apenas 2% do valor volta ao Brasil em impostos, expondo o baixo retorno da mineração de diamantes.

Em meio às notícias que dominam a cena nacional, uma descoberta histórica trouxe a atenção do mundo para a cidade de Coromandel, no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Um diamante bruto de 646,78 quilates foi encontrado em território brasileiro, anunciado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) em 7 de setembro de 2025. Esta pedra preciosíssima é considerada a segunda maior já registrada no Brasil, perdendo apenas para o famoso diamante Getúlio Vargas, de 727 quilates, descoberto na mesma cidade em 1938.

O diamante e sua história

A comercialização do diamante seguirá as regras do Processo de Certificação de Kimberley (CPK), acordo internacional criado em 2003 para evitar que pedras preciosas financiem conflitos ou atividades ilegais. No sistema, a ANM registra todas as informações da pedra, incluindo peso, quilates, origem e destino. Somente após a emissão do Certificado de Kimberley, o diamante poderá ser vendido no mercado interno ou exportado. Esse processo é indispensável para que a comercialização seja reconhecida globalmente.

Um aspecto que chama a atenção é o retorno econômico para o Brasil. Pela legislação atual, a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) é de apenas 2% sobre a receita bruta de venda. Na prática, isso significa que, mesmo que a pedra alcance valores milionários no mercado internacional, apenas esse percentual do valor total poderá ser usado para investir em infraestrutura, educação e outros setores da economia brasileira. Essa fração mínima é lamentável, considerando a riqueza extraída do território nacional.

Coromandel, líder em mineração

Coromandel, historicamente conhecida pela extração de gemas, volta assim ao cenário internacional quase 90 anos após o marco do diamante Getúlio Vargas. A cidade mineira confirma sua posição como um dos principais polos de mineração de diamantes do país. A comercialização do diamante encontrada em Coromandel seguirá as diretrizes do Processo de Certificação de Kimberley, garantindo que a extração ocorreu dentro da legalidade e sob fiscalização oficial.

O registro da descoberta havia sido feito em maio de 2025, mas só agora foi divulgado. O diamante foi encontrado em uma área com Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), o que garante que a extração ocorreu dentro da legalidade. Nada menos, mas, sem dúvida, um feito que reflete o quanto o setor mineral da economia brasileira é fundamental para o desenvolvimento do país.

O que vem em seguida

Apesar da magnitude da descoberta, resta claro que a questão da retenção de impostos ainda está a ser discutida e enfrentada por vários países. É inegável que, em um país que vive uma crise econômica sem precedentes, o retorno mínimo de impostos representa uma perda significativa para a coletividade. O que vem em seguida será um desafio ainda mais grande para o país e seus governantes: encontrar maneiras de aumentar a participação do Estado nas receitas da mineração.

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