Ministro Haddad fala em ‘crise grande em dezembro’ e aponta espaço para queda de juros com inflação sob controle

Ministro Haddad fala em ‘crise grande em dezembro’ e aponta espaço para queda de juros com inflação sob controle

Ministro Haddad fala em ‘crise grande em dezembro’ e aponta espaço para queda de juros com inflação sob controle

O ministro da Fazenda Fernando Haddad detonou uma bomba em relação à recente troca de comando no Banco Central (BC). Em entrevista, ele revelou um clima de “crise grande” em dezembro durante a transição de Roberto Campos Neto por Gabriel Galípolo, qualificando o processo como “muito complexo” e cheio de turbulências políticas e institucionais. Haddad prometeu que a história completa virá à tona no futuro, com detalhes sobre os bastidores da troca, que envolvem até episódios em instituições financeiras e até em Washington, e garantiu que a verdade será revelada no momento adequado.

A Época de Instabilidade

Haddad destacou que o período de dois anos em que o governo conviveu com um presidente do BC indicado pela gestão anterior foi marcado por constantes crises, que a equipe econômica precisou lidar semana após semana, descrevendas como “artificialmente construídas”. Segundo ele, o novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, assumiu um quadro de instabilidade política e herdou uma série de problemas. “Foi uma transição muito complexa, não foi devidamente diagnosticada ainda. Mas no futuro os envolvidos vão poder contar o que realmente aconteceu”, afirmou Haddad.

A crítica do ministro, porém, não se resume à comoção política e institucional. Haddad também voltou a criticar o atual patamar da taxa Selic, que se encontra em 15% ao ano, a maior em quase duas décadas. “Não acho justificável os juros estarem em 15% , ele declarou, alegando que parte significativa do mercado financeiro concorda com essa análise.

Mas apesar da postura crítica, Haddad garantiu confiança nas decisões do Copom. “Ninguém ali está brincando. Todas as indicações foram técnicas e respeitadas pelo mercado”, afirmou, demonstrando que, apesar das dificuldades, ele confia na capacidade da nova diretoria do BC.

Projeções de queda na taxa Selic

Para o ministro, a inflação deve terminar 2025 igual ou menor do que em 2024, permanecendo dentro do sistema de metas. Essa perspectiva, segundo ele, reforça o argumento para uma flexibilização monetária, ou seja, uma queda na Selic, já que o controle da inflação permite que o BC relaxe a política monetária para estimular o crescimento econômico. Afinal, a queda da taxa Selic facilita o acesso ao crédito para empresas e consumidores, podendo impulsionar o investimento e o consumo, gerando impactos positivos no mercado.

Haddad também destacou que há espaço para a queda da taxa básica de juros, e que a equipe econômica está atenta a esses movimentos. O mercado financeiro aguarda ansiosamente as decisões do BC e as projeções para a taxa Selic.

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