Metade do Brasil quer mais BRICS e 44% apoiam uma nova ‘moeda alternativa’ ao dólar, enquanto alíquotas de 50% afetam exportações brasileiras
A economia brasileira está passando por um momento de grande transformação, e a população está cada vez mais consciente da necessidade de fortalecer as relações com outros países do mundo. É o que mostra uma recente pesquisa da Nexus, realizada entre 15 e 19 de agosto de 2025, que ouviu 2.005 pessoas em 27 estados brasileiros. Segundo os dados, quase metade dos brasileiros (48%) defende a aproximação com o bloco BRICS, enquanto 33% preferem distanciamento. Além disso, 44% apoiam a criação de uma moeda alternativa ao dólar, enquanto 43% querem manter a moeda americana como pilar do comércio exterior.
A ideia de desdolarização divide opiniões, mas os benefícios econômicos são claros
A ideia de desdolarizar a economia é um tema complexo e polêmico no Brasil. Enquanto alguns defendem a necessidade de se afastar do dólar e criar uma moeda própria, outros acreditam que a vantagem econômica do dólar é maior do que os benefícios de uma moeda nacional. No entanto, é importante lembrar que a desdolarização pode ser uma forma de diversificar as opções de investimento e comércio, o que pode ajudar a economia a crescer e se tornar mais resiliente.
Os brasileiros estão buscando oportunidades econômicas no BRICS
A pesquisa da Nexus também mostra que a população brasileira está cada vez mais consciente das oportunidades econômicas no BRICS. De fato, 48% dos brasileiros defendem a aproximação com o bloco, o que é um aumento significativo em relação às últimas pesquisas. Além disso, os jovens de 16 a 24 anos são os que mais apoiam a aproximação com o BRICS, com 53% a favor. Isso sugere que a geração mais jovem está cada vez mais interessada em explorar as oportunidades econômicas e comerciais no BRICS.
Região em destaque: o Sul leva o índice de apoio ao BRICS
A região Sul do Brasil é a que mais apoia a aproximação com o BRICS, com 56% a favor. A Sudeste é a segunda região com o maior índice de apoio, com 48%. Isso sugere que as regiões mais desenvolvidas e integradas ao mercado global estão mais conscientes das oportunidades econômicas no BRICS. Além disso, a pesquisa da Nexus também mostra que os estados com cadeias exportadoras mais integradas a mercados asiáticos e de commodities tendem a ver ganho potencial em parcerias e acordos setoriais dentro do BRICS.
Impacto das alíquotas de 50% nas exportações brasileiras
A escalada de tarifas dos EUA tem sido um dos principais temas de discussão nos últimos tempos. Alíquotas de 50% afetam exportações brasileiras, o que elevou o custo político e econômico do tema. A investigação da Seção 301 já mira o PIX, as redes sociais e o agronegócio, com base em 189 documentos oficiais, abrindo caminho para sanções cruzadas muito além de impostos. Isso pode ter um efeito significativo na economia brasileira e é motivo de preocupação para a população e os políticos.
O futuro do comércio exterior brasileiro
Enquanto as alíquotas de 50% continuam a afetar as exportações brasileiras, a população está buscando soluções para diversificar as opções de comércio e investimento. A creação de uma moeda alternativa ao dólar é apenas uma das opções em consideração. Além disso, a aproximação com o BRICS pode ser uma forma de fortalecer as relações comerciais e econômicas com outros países do mundo. É um momento de grande transformação para a economia brasileira e é importante que a população continue a discutir e buscar soluções para os desafios do comércio exterior.
