Lucro recorde, menos atendimento: Itaú fecha 226 agências e avança em cortes de pessoal pelo país

Lucro recorde, menos atendimento: Itaú fecha 226 agências e avança em cortes de pessoal pelo país

Lucro recorde, menos atendimento: Itaú fecha 226 agências e avança em cortes de pessoal pelo país

O Itaú Unibanco registrou um lucro líquido recorrente gerencial de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2025, um resultado 14,3% maior que o obtido no mesmo período de 2024. Além disso, a instituição financeira alcançou um retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado (ROE) de 23,3%, acima dos 22,4% registrados no ano anterior. No entanto, esses números positivos são acompanhados por uma notícia negativa: o banco fechou 226 agências nos últimos 12 meses, reduzindo o número de postos de atendimento de 3.021 em junho de 2024 para 2.738 em junho de 2025.

Desempenho financeiro

A margem financeira com clientes apresentou um crescimento, enquanto as despesas operacionais permaneceram estáveis em relação ao mesmo trimestre de 2024. Além disso, o relatório do Itaú também indica uma provisão de R$ 556 milhões para reestruturações, incluída na categoria de itens não recorrentes. Esses dados foram divulgados no balanço do banco em 5 de agosto de 2025.

No entanto, a redução do número de agências não é a única mudança que o Itaú vem implementando. A partir de setembro de 2023, o banco passou a adotar uma metodologia revisada para contabilizar unidades, deixando de incluir pontos que se tornaram exclusivamente virtuais. Essa mudança gerou ajustes retroativos na série histórica.

Cortes de pessoal e manifestações

Após a divulgação do resultado trimestral, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que houve desligamentos em agências digitais e áreas como crédito imobiliário e financiamento de veículos. A diretora executiva da entidade, Valeska Pincovai, criticou a decisão do Itaú, afirmando que “não faz sentido um lucro como esse ser acompanhado de corte de postos de trabalho”. Segundo o sindicato, manifestações têm ocorrido em unidades encerradas, com faixas, cartazes e cortejos simbólicos, para informar a população sobre a redução do atendimento físico.

A transformação digital do setor bancário é uma realidade que afeta não apenas o Itaú, mas todas as instituições financeiras. No entanto, é importante questionar como essas mudanças estão sendo implementadas e quais são os impactos sobre os trabalhadores e a população em geral.

É preciso encontrar um equilíbrio entre a modernização do setor e a manutenção dos postos de trabalho e do atendimento físico, especialmente em regiões mais afastadas ou carentes de infraestrutura. Afinal, a tecnologia deve ser um meio para melhorar a vida das pessoas, e não um fim em si mesmo.

O fechamento de agências e a redução do número de postos de trabalho são apenas um lado da moeda. É fundamental que as instituições financeiras e os sindicatos trabalhem juntos para encontrar soluções que favoreçam tanto a modernização quanto a manutenção dos empregos e do atendimento de qualidade.

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