ITA 2.0? Novo complexo de R$ 3 bilhões com 540 hectares e centro de pesquisa vai produzir 50 aviões por ano, incluindo modelo de luxo e bimotor a etanol
Aqui vai uma notícia que pode mudar a cara da aeronáutica brasileira: o Rio Grande do Sul está prestes a ganhar um novo polo aeronáutico de luxo e inovação, chamado de AeroCITI. Esse complexo industrial e de pesquisa é um sonho de tecnologia e produção local, onde aeronaves são feitas para voar, em uma verdadeira fábrica da sonhatura. E a melhor parte? Isso poderá fazer o país sair da era de importar e começar a produzir aviões dentro desse próprio solo sul-americano, trazendo benefícios à saúde do nosso ecossistema.
A estratégia de transferência de tecnologia é uma revolução para a indústria aeronáutica
A Aeromot, representante exclusiva da marca Diamond no Brasil desde 2016, já importou mais de cem unidades do DA62, mas agora transformará essa demanda em fabricação sob licença dentro das nossas fronteiras nacionais. Isso significa que o modelo de luxo, o “ultimate flying machine”, voltado para voos corporativos e familiares de médio alcance, será produzido no Brasil. A linha de montagem está prevista para iniciar em 2027, com as primeiras entregas previstas para 2028. O CEO da Aeromot, Guilherme Cunha, afirmou que a capacidade global da Diamond é limitada, e que a transferência de tecnologia para uma base sul-americana é uma estratégia importante para suprir os países do Mercosul.
O AeroCITI será uma verdadeira aerotrópole sustentável, com uma pista de 1.800 metros e áreas industriais, um centro de inovação e facilidades logísticas. A implantação do complexo industrial e de pesquisa ocorrerá em 500 hectares, com possibilidade de operar como aeródromo alternativo em contingências do Salgado Filho. Além disso, o AeroCITI inclui um plano para o Museu do Avião, que irá conectar a tecnologia com a educação e a inovação.
Produtora de luxo e bimotor a etanol
O AeroCITI prevê a criação de um bimotor de transporte movido a etanol, em parceria com a Finep. Isso vai mostrar para o mundo a nossa capacidade de criar algo inovador. A fabricação local também reduzirá o prazo de entrega do DA62 de aproximadamente 27 para 9 meses, quando a fábrica estiver em operação. No que diz respeito ao novo modelo de luxo, ele será produzido com tecnologia que vai possibilitar melhoras na qualidade e eficiência de produção.
Uma parceria com o governo e a sociedade
A Assembleia Legislativa aprovou a doação de área pública para o empreendimento, e a prefeitura concedeu incentivos locais para viabilizar o complexo industrial e de pesquisa. Isso mostra que a cidade e o governo estão envolvidos na sua implementação. Com mais de 540 hectares, o AeroCITI irá trazer riqueza e inovação, trazendo benefícios para a economia local, a sociedade e o país como um todo.
Uma visão para o futuro
E não se esqueça que a produção no país começará com o DA62, um bimotor de sete lugares destinado a deslocamentos corporativos e familiares de médio alcance. A produção no Brasil irá começar a atender a demanda do país. E, em breve, o AeroCITI estará pronto para ser um centro de tecnologia e inovação. Esse complexo industrial e de pesquisa será a porta de entrada para um futuro mais forte, próspero e sustentável para a indústria aeronáutica no Brasil.
