Ingressos para shows estão mais baratos do que deveriam, segundo CEO da Live Nation

Ingressos para shows estão mais baratos do que deveriam, segundo CEO da Live Nation

Ingressos para shows estão mais baratos do que deveriam, segundo CEO da Live Nation

Em 2025, a indústria do entretenimento ao vivo se apresenta como um campo de paradoxos: enquanto shows parecem mais populares do que nunca, a sombra da crise financeira paira sobre vários turnês. A inflação pós-Covid elevou os preços em todos os setores, incluindo o custo de produzir grandes shows, gerando ingressos cada vez mais caros.

Mas não todos concordam que a situação é ruim. Michael Rapino, CEO da Live Nation – o gigante responsável por organizar grande parte dos shows que vemos -, tem uma visão otimista. Em entrevista na semana passada à CNBC e Boardroom, ele afirmou que a demanda por música ao vivo é maior do que nunca e que os preços dos ingressos ainda estão “subvalorizados em relação a outros tipos de entretenimento, como os esportes.”

A comparação com os esportes

Para ilustrar seu ponto, Rapino brincou: “Em esportes, seria considerado um privilégio pagar 70 mil dólares por um assento em uma partida dos Knicks. Seria considerada uma honra por alguns! Mas queremos pagar 800 dólares pela Beyoncé?”.

Ele continua: “Ainda temos muito espaço para crescer. Então, quando leem sobre preços de ingressos subindo, o preço médio de um show ainda é 72 dólares. Comparem isso com o preço de um jogo dos Lakers, e lembre-se que há 80 deles!”

O preço médio e as nuances

Até aí, a mensagem parece clara: ingressos para shows estão acessíveis e podem até ser considerados baratos.

Mas a realidade é mais complexa. O cálculo do preço médio de um ingresso para shows é desafiador, visto que envolve uma variedade de dimensões, como o tipo de show (rock, pop, clássica, etc.), o tamanho do local (estádio, arena, teatro, casa de show), a popularidade do artista e outros fatores.

Segundo dados da Pollstar, publicação especializada no setor de entretenimento ao vivo, enquanto os preços médios de ingressos para os 100 maiores turnês mundiais e para as 100 maiores turnês na América do Norte são de 135,92 dólares e 136,45 dólares respectivamente, a média para um show em estádio chega a 128,64 dólares.

Já em teatros, o valor médio é de 75,09 dólares, mostrando que há uma grande variação de preços dependendo do tipo de evento.

Uma produção cada vez mais cara

De fato, Michael Rapino reconheceu que os preços estão subindo, mas defende seus argumentos ao apontá-la como uma consequência das demandas crescentes dos artistas.

“Hoje, artistas como Beyoncé exigem produções gigantescas, com cenários, figurinos e efeitos especiais complexos. Isso se traduz em custos muito mais altos para as produtoras, o que acaba sendo reflexo nos preços dos ingressos”, justifica ele.

É inegável que a indústria do entretenimento ao vivo vive um período de transformações. Atendendo a esse novo cenário, é preciso encontrar um equilíbrio entre a viabilidade financeira das empresas e o acesso dos fãs aos shows. O debate sobre a “subvalorização” dos shows e a escalada de preços dos ingressos continuará, com diversos pontos de vista a serem considerados.

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