Ibovespa tem maior concentração em 12 anos: como isso atrapalha a diversificação da sua carteira

Ibovespa tem maior concentração em 12 anos: como isso atrapalha a diversificação da sua carteira

Ibovespa tem maior concentração em 12 anos: como isso atrapalha a diversificação da sua carteira

O mercado de ações brasileiro está vivendo um momento de grande concentração, conforme aponta levantamento do InvestNews: as dez maiores ações representam juntas mais de 50% do índice Ibovespa. Isso significa que tentar replicar o desempenho do Ibovespa pode deixar de ser sinônimo de diversificação, uma vez que o peso dessas grandes empresas torna-se mais acentuado.

Algumas dessas multinacionais até ganharam espaço nos últimos anos, como Sabesp e BTG Pactual, mas o avanço mais expressivo veio das gigantes que já carregavam peso histórico. A Vale, por exemplo, era apenas uma pequena parcela do índice há 12 anos; hoje, sozinha, responde por mais de um décimo do Ibovespa.

Com a concentração dessas grandes empresas, quem busca uma carteira equilibrada enfrenta um grande desafio. Uma das formas mais tradicionais de se investir de forma diversificada é por meio de ETFs, fundos negociados em bolsa que acompanham índices como o Ibovespa ou o S&P 500. No entanto, com o peso crescente dessas empresas, o investidor que escolhe um ETF do Ibovespa também acaba mais exposto aos riscos específicos dessas grandes companhias.

Mas não há por que se afastar completamente do uso dos ETFs. O planejador financeiro Robson Ortis sugere uma alternativa prática: intercalar setores e segmentos menos representativos nos grandes índices. Isso pode ser feito sem abandonar o uso dos ETFs, que são uma alternativa simples, atraente de baixo custo. “Combinar diferentes coisas pode ser uma boa estratégia para equilibrar a carteira”, explica Ortis.

Além disso, para os investidores mais agressivos, ETFs de empresas menores (small caps) podem ser um bom caminho. Essas pequenas ações aproveitam-se de um cenário positivo para a renda variável, mas são mais sensíveis às perspectivas de juros e atividade econômica. Com isso, a carteira se torna mais vibrante. Por exemplo, a liquidez do ETF de maior liquidez que segue o índice SMLL, é composto por papéis bastante diversos, dos quais só 10 têm participação de menos de 1% do Ibovespa: Lojas Renner, Assaí, Allos, SmartFit, Multiplan, Brava Energia, Taesa e Cyrela.

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