Gilberto Gil fala de Preta Gil em primeiro show após a morte da filha

Gilberto Gil fala de Preta Gil em primeiro show após a morte da filha

Gilberto Gil fala de Preta Gil em primeiro show após a morte da filha

No domingo (17), Gilberto Gil subiu ao palco do Auditório do Ibirapuera, no principal parque da cidade de São Paulo, para se apresentar na Sessão Inaugural do SP2B – São Paulo Beyond Business. Foi seu primeiro show desde a morte de sua filha, Preta Gil, em 20 de julho, aos 50 anos, após uma longa luta contra o câncer.

A plateia, embora mais singela do que as que têm acompanhado a turnê Tempo Rei desde março, estava emocionada e ansiosa para ouvir o cantor de 83 anos. Quando ele surgiu no palco, “escondido” atrás de uma grade e luzes, a plateia o ovacionou. Depois de agradecer a presença de todos e saudar o historiador israelense Yuval Noah Harari, que também participou do evento, Gil começou a tocar.

Um show emocionante

Gil permaneceu sentado, tocando violão, e estava acompanhado de dois dos filhos: José Gil, na bateria, e Bem Gil, na guitarra. A setlist incluiu clássicos como “Punk da Periferia”, “Palco”, “Chiclete com Banana” e “Ladeira da Preguiça”, eternizada na voz de Elis Regina. O momento mais emocionante veio quando ele tocou “Drão”, música que fez para Sandra Gadelha, mãe de Preta Gil.

“Nas vezes em que tenho tocado essa música ultimamente, tenho cantado para ela. Nesses últimos anos, sempre para ela. Uma das meninas lá de casa, nossa querida Preta”, disse Gil, com a voz embargada, antes de começar a cantar. Quando a canção foi encerrada, o público se levantou para aplaudir. Gil fechou os olhos e permaneceu assim por alguns segundos, demonstrando como a música é capaz de expressar emoções mais profundas.

Um festival de criatividade e tecnologia

A Sessão Inaugural do SP2B apresentou o festival de criatividade e tecnologia que ocorrerá em agosto de 2026 no principal parque paulistano. O evento, fechado para convidados, teve como objetivo reunir pessoas interessadas em inovação e criatividade. Além de Gilberto Gil, o historian israelense Yuval Noah Harari também marcou presença, fazendo uma palestra seguida de um diálogo com o jornalista Pedro Bial.

Gil encerrou o show com “Estrela”, composição de 1997. “Para as crianças lá em casa, quando vai-se alguém, especialmente assim na família, dizem…”, disse ele, emocionado. O cantor de 83 anos demonstrou como a música é capaz de curar feridas e expressar emoções mais profundas.

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