As exportações de petróleo da Venezuela ultrapassaram 900.000 barris por dia em agosto, o maior volume desde novembro.
O aumento ocorreu depois que a Chevron recebeu uma licença que permitiu retomar os envios do produto venezuelano para os Estados Unidos, após uma pausa de quatro meses.
O Departamento do Tesouro norte-americano concedeu uma autorização restrita para que a empresa voltasse a operar no país e exportar petróleo em parceria com a estatal PDVSA.
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No final de julho de 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA concedeu à Chevron uma licença restrita que permite à empresa retomar operações na Venezuela, exportar petróleo e realizar trocas (swaps) com a estatal PDVSA, mas proibindo qualquer pagamento ao governo venezuelano.
A licença concedida foi altamente restrita: permitia à Chevron operar, produzir e exportar petróleo, mas vedava qualquer pagamento — seja em dinheiro ou royalties — ao governo de Nicolás Maduro. Esse mecanismo evita beneficiar financeiramente o regime venezuelano enquanto assegura certa atividade econômica controlada no setor energético.
A retomada dos fluxos para os EUA, somada ao aumento das cargas para a China, elevou em 27% as exportações em agosto. Os dados, baseados nos movimentos de navios-tanque, indicam uma média de 966.485 barris por dia.
A estabilidade da produção e a ausência de falhas nas instalações de beneficiamento e mistura no Cinturão do Orinoco também ajudaram a expandir os estoques. Portanto, o país conseguiu ampliar os volumes enviados ao exterior.
A China seguiu como maior cliente. Tanto por meio de exportações diretas quanto indiretas, após transferências entre navios, o país asiático recebeu 85% dos fluxos. Esse número, porém, representa queda em relação aos quase 95% registrados em julho.
Os Estados Unidos receberam cerca de 60.000 barris por dia, enquanto Cuba ficou com aproximadamente 29.000 barris. Além disso, a Europa importou várias cargas de metanol venezuelano.
Em agosto, a Venezuela embarcou cerca de 275.000 toneladas métricas de subprodutos do petróleo e petroquímicos, acima das 227.000 toneladas do mês anterior. Foi o maior volume desde maio.
Para viabilizar o aumento, o país intensificou as importações de petróleo leve e nafta, usados para diluir o petróleo pesado e produzir graus exportáveis. Essas compras alcançaram 99.000 barris por dia, contra 58.000 em julho.
