Estoques de petróleo nos EUA caem além do esperado, gasolina e diesel também recuam e mercado já teme impacto nos preços globais
O mercado de petróleo está em alerta. De acordo com dados do Departamento de Energia americano, o estoque de petróleo nos EUA caiu mais do que o esperado na última semana, abrindo espaço para preocupações sobre o impacto nos preços globais. A redução foi de 607 mil barris, totalizando 414,7 milhões de barris. Os analistas consultados pelo Wall Street Journal estimaram uma queda de apenas 300 mil barris.
Aumento na tensão do mercado
Para especialistas da área, esse cenário acende um sinal de atenção para os mercados internacionais de energia. Afinal, os EUA desempenham um papel fundamental no equilíbrio da oferta global de petróleo. A queda nos estoques foi acompanhada pela diminuição dos estoques de gasolina e diesel, que também caíram além do que era previsto.
A gasolina, por exemplo, viu seus estoques reduzirem em 1,08 milhão de barris, chegando a 216,5 milhões. A expectativa era uma queda de apenas 400 mil barris. Já os estoques de destilados, que englobam o diesel, cederam em 1,68 milhão de barris, totalizando 122,9 milhões. A estimativa inicial era uma redução de 400 mil barris.
Essa redução simultânea de diferentes derivados do petróleo reforça a impressão de apertamento na oferta, o que naturalmente tende a refletir nos preços internacionais. A taxa de utilização das refinarias também caiu de 93,3% para 93%, um recuo menor do que o esperado, mas que confirma a desaceleração na atividade de processamento do petróleo.
### Um cenário de expectativa volátil
Apesar da queda nos estoques, a produção média diária de petróleo nos EUA subiu para 13,5 milhões de barris, mostrando resiliência do setor. No entanto, o aumento não foi suficiente para neutralizar a pressão sobre os estoques.
O centro de distribuição de Cushing, referência para contratos futuros, registrou alta de 177 mil barris, somando 23,7 milhões. Ainda assim, especialistas avaliam que esse crescimento pontual não muda o quadro geral de queda e não elimina o risco de alta dos preços globais do petróleo.
A situação, portanto, reforça a sensibilidade do mercado a qualquer sinal de desequilíbrio entre oferta e demanda, especialmente em um momento em que a guerra na Ucrânia e tensões geopolíticas continuam a influenciar o mercado energético global.
