Embraer “sai ilesa” do tarifaço de Trump e anuncia importação de US$ 21 bilhões dos EUA em meio à tensão comercial com o Brasil

Embraer “sai ilesa” do tarifaço de Trump e anuncia importação de US$ 21 bilhões dos EUA em meio à tensão comercial com o Brasil

Embraer “sai ilesa” do tarifaço de Trump e anuncia importação de US$ 21 bilhões dos EUA

A fabricante de aeronaves brasileira Embraer conseguiu escapar da tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, garantindo suas vendas de aeronaves ao país. No entanto, a empresa continua sujeita à alíquota de 10% já em vigor desde abril.

Tensão comercial entre Brasil e EUA

No fim de julho, o governo norte-americano anunciou que a tarifa adicional de 40 pontos percentuais não seria aplicada à Embraer, mantendo a tarifa-base de 10%. Esta medida foi um alívio para a empresa, que evitou um choque direto sobre encomendas e entregas do setor aeroespacial. Mas a tensão comercial entre os dois países segue em curso, com uma investigação da Seção 301 em andamento para avaliar práticas consideradas “injustas” no comércio com o Brasil.

Mesmo em meio a essa tensão, a Embraer projeta importar US$ 21 bilhões em insumos e serviços dos EUA até 2030. Essa informação foi reiterada em um encontro entre executivos de empresas com presença nos dois países e autoridades, realizado em São Paulo. A Fiesp e o Council of the Americas organizaram o evento para discutir as relações Brasil-EUA em um ambiente de tensão comercial.

Cooperação econômica é o caminho

Durante o encontro, líderes empresariais defenderam que a cooperação econômica não deve ser paralisada pela disputa tarifária. Juliana Villano, da Embraer, foi uma das palestrantes convidadas. A negociação permanece como caminho preferencial para reduzir incertezas e resguardar cadeias produtivas com forte integração bilateral. A exclusão da Embraer da tarifa adicional também foi vista como um sinal positivo para a manutenção de fluxos de investimento, inovação e empregos.

A Embraer não é a única empresa brasileira afetada pela tensão comercial. A crise nos Correios, por exemplo, se agrava com um prejuízo de R$ 4,37 bilhões no semestre. Mas, apesar das dificuldades, os líderes empresariais seguem confiantes na capacidade de cooperação entre os dois países para superar os desafios e encontrar soluções vantajosas para ambas as partes.

Em um cenário de incertezas, a Embraer e outras empresas brasileiras seguem trabalhando para manter seus negócios em fluxo. A cooperação econômica e a negociação permanecem como caminhos preferenciais para resolver as questões comerciais e manter a integração bilateral.

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