Elétricos no Brasil: usados baratos somem em 2 dias, enquanto modelos acima de R$ 400 mil encalham nas concessionárias

Elétricos no Brasil: usados baratos somem em 2 dias, enquanto modelos acima de R$ 400 mil encalham nas concessionárias

Automotivo

O mercado de elétricos no Brasil vive uma transformação radical. Enquanto modelos compactos e acessíveis desaparecem das lojas de usados em apenas dois dias, os veículos premium acima de R$ 400 mil permanecem estagnados nas concessionárias. A avaliação é do empresário Sérgio Habib, que acompanha de perto a dinâmica do setor.

De um lado, o carro elétrico urbano se consolidou como ferramenta de trabalho e economia para motoristas de aplicativo.

Do outro, o consumidor de alto padrão se mostra pouco disposto a investir em veículos de luxo eletrificados, preferindo manter modelos a combustão no segmento premium.

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O melhor exemplo desse movimento é o JAC E-JS1, vendido zero quilômetro por cerca de R$ 115 mil.

Em apenas um ano, ele já aparece no mercado de usados por R$ 92 mil a R$ 95 mil; após dois anos, o preço cai para R$ 80 mil a R$ 85 mil.

Mesmo com forte desvalorização, esses carros usados desaparecem rapidamente, geralmente em um ou dois dias.

A explicação está na base de clientes: motoristas de aplicativos.

O Brasil tem 1,6 milhão de condutores cadastrados no Uber, e muitos veem no elétrico urbano uma forma de reduzir custos.

Em média, um motorista que roda 10 a 12 horas por dia consegue economizar cerca de R$ 2.500 por mês em combustível.

Para quem não consegue crédito para comprar um novo, o usado virou a porta de entrada ideal.

Na ponta oposta, o mercado de elétricos premium enfrenta dificuldades.

A Volvo, que em 2023 vendia cerca de 400 unidades mensais de modelos na faixa de R$ 400 mil a R$ 600 mil (como XC40 e XC60 Recharge), hoje só consegue vender cerca de 50 carros por mês nesse patamar de preço.

A marca continua entregando um volume total próximo de 350 a 400 unidades mensais, mas a mudança de perfil é evidente.

O EX30, SUV elétrico menor de R$ 260 mil, responde por 300 a 350 dessas vendas, enquanto os modelos de luxo ficaram em segundo plano.

O cliente de alto poder aquisitivo não vê vantagem em adicionar um elétrico urbano de R$ 270 mil como segundo veículo quando já possui carros a combustão de R$ 500 mil ou mais.

Esse contraste mostra uma nova lógica: os elétricos no Brasil deixaram de ser símbolo de status e passaram a ser avaliados pela eficiência econômica.

Para motoristas profissionais, o cálculo é simples: quanto menor o custo por quilômetro rodado, maior o interesse.

Já no público premium, o carro elétrico perdeu atratividade.

Marcas como BMW e Volvo ainda tentam sustentar vendas de modelos caros, mas enfrentam um consumidor cada vez mais pragmático.

A aposta agora recai sobre compactos urbanos, que podem garantir escala e relevância.

E você, acredita que o futuro dos elétricos no Brasil está nos modelos populares ou os de luxo ainda terão espaço? Já pensou em comprar um usado para economizar no dia a dia? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem vive essa realidade de perto.

O que o sr. Habib esqueceu de dizer: A BMW vendeu 59 unidades de modelos elétricos em agosto, e ficou em 10º lugar. Já a JAC não entrou nos 10 mais, ficando no “bolo” de “outros”. Ou seja, ele fala do E-JS1 (na verdade uma gambiarra para transformar o velhíssimo J4, de quase 20 anos atrás e que levou um ZERO no Latin NCAP, em um camrro elétrico. E por isso a JAC vendeu menos de 59 unidades em agosto. Enquanto isso, o BYD Dolphin Mini, sozinho vendeu 3.300 unidades no mesmo mês…

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