Duas palavras de Trump dão dor de cabeça para a dona do Tylenol
“Não tome”. Duas palavras aparentemente simples ditas pelo ex-presidente Donald Trump geraram uma polêmica que ameaça causar dor de cabeça para a Kenvue, fabricante do Tylenol, um dos medicamentos mais populares do mundo. Tudo começou com um alerta de Trump sobre a possível ligação entre o uso de Tylenol durante a gravidez e o autismo em crianças. Embora a afirmação não tenha respaldo científico, as palavras do ex-presidente podem reavivar uma série de ações judiciais contra a empresa.
A FDA entra em campo
Fato é que a preocupação com essa possível relação está se tornando um assunto sério para a Kenvue. A Food and Drug Administration (FDA), órgão americano responsável pela fiscalização de medicamentos, iniciou um processo para mudar a bula de produtos que contêm paracetamol, o ingrediente ativo do Tylenol. A mudança alertaria mulheres grávidas sobre o risco aumentado de autismo em caso de uso do medicamento. A agência também enviou uma carta para médicos em todo o país, repassando a informação.
A possibilidade de a FDA conseguir forçar a Kenvue a incluir essa advertência sobre o autismo na bula do Tylenol causou temor nos advogados. Caso isso aconteça, consumidores que buscarem responsabilizar a Kenvue pelo autismo de seus filhos poderão utilizar a nova advertência como prova em tribunais.
Uma nova batalha judicial
Essa nova ameaça judicial vem em um momento delicado para a Kenvue. A empresa, recém-separada da Johnson & Johnson, está buscando reestruturar seus negócios, reverter a queda nas vendas e dar tranquilidade aos seus investidores. Um novo processo judicial, por sua vez, representa uma crise de relações públicas para a Kenvue, lembrando a tragédia de 1980, quando sete pessoas morreram após ingerir cápsulas de Tylenol contaminadas com cianeto.
A expectativa é que a Kenvue se defenda alegando que a FDA mesma não estabeleceu uma relação causal entre o Tylenol e o autismo, deixando claro que a relação é apenas uma possível associação.
## Pesquisas e a busca por respostas
A verdade é que até o momento as pesquisas conduzidas não conseguiram encontrar uma ligação direta entre o consumo de Tylenol durante a gravidez e o surgimento do autismo. No entanto, a sombra da dúvida persiste e a FDA, com base em novos estudos, busca reforçar a importância da prevenção e do cuidado com a saúde da gestante, o que, por sua vez, alimenta a polêmica e fortalece a argumentação dos advogados que pretendem buscar indenização por danos morais e materiais.
