Deutsche Bank diz que swaps com Ambipar foram realizados de acordo com padrões da indústria
A Deutsche Bank afirma terem firmado contratos de swaps com a Ambipar de forma transparente e transparente, segundo padrões da indústria e leis vigentes, em contraste com o pedido de recuperação judicial devido a “aditivos desastrosos” nos contratos de derivativos.
A Ambipar, uma das principais empresas de segurança e vigilância do Brasil, pediu recuperação judicial em setembro passado, alegando que a cobrança de garantias adicionais pelo Deutsche Bank havia ameaçado a sua estabilidade financeira. No entanto, a análise mais detalhada dos contratos de swaps entre as partes revela que estes foram celebrados conforme as necessidades e os interesses da Ambipar, com o objetivo principal de reduzir os custos de hedge (investimentos que visam proteger contra perdas).
Segundo as declarações do Deutsche Bank, os termos do aditivo dos contratos de derivativos foram revisitados e revisados pelas autoridades legais da Ambipar antes de ser assinados pelos diretores da empresa. A explicação do banco alega que as chamadas de margem solicitadas foram basicamente influenciadas pela variação cambial e taxas de juros durante esse período. Os diretores Thiago da Costa Silva e Luciana Freire Barca Nascimento assinaram o contrato após revisão.
As causas da crise
A recuperação judicial solicitada pela Ambipar foi motivada por problemas graves enfrentados pelos contratos de swaps firmados com a Deutsche Bank. De acordo com a petição apresentada pela empresa, os contratos foram transformados em “derivativos tóxicos”, tornando-os extremamente perigosos para a empresa. Além disso, a cobrança de garantias adicionais feitas pelo banco foi entendida como um “risco iminente e concreto”, uma vez que poderia levar a outros credores a declararem a dívida como vencida.
O processo de recuperação judicial abriu uma janela para uma análise mais detalhada dos contratos de swaps entre as partes, revelando que a Ambipar havia solicitado esses contratos como uma forma de proteger-se contra perdas na variação cambial. No entanto, a alteração nos termos desses contratos acabou criando um “limbo” de risco financeiro inesperado.
A disputa continua
A explicação do Deutsche Bank não parece ter satisfeito a empresa, que considera que a cobrança de garantias adicionais foi uma medida arbitrária e não seguiu os termos contratuais. Enquanto a Ambipar busca proteção contra os credores, a disputa entre as partes continua.
A Ambipar argumenta que a exigência de garantias adicionais causou um aumento significativo nos custos da empresa e afetou suas operações diárias. A empresa alega que os termos dos contratos de swaps foram alterados sem a sua consentimento, o que levou à perda de valor.
O banco apresentou uma explicação clara
Em um comunicado, a Deutsche Bank afirmou que os contratos de swaps foram realizados de acordo com as práticas da indústria e leis vigentes e que as chamadas de margem solicitadas foram motivadas pela variação cambial e taxas de juros durante o período. O banco ainda mencionou que os termos do aditivo foram transparentes para a empresa, amplamente revisados por seus representantes legais e assinados pelos diretores da Ambipar.
