Desde janeiro de 2021, quem compra ou vende carro usado pode fazer a transferência diretamente pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito, sem precisar ir ao cartório para reconhecer

Desde janeiro de 2021, quem compra ou vende carro usado pode fazer a transferência diretamente pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito, sem precisar ir ao cartório para reconhecer

Automotivo

A digitalização do processo de compra e venda de carros trouxe mudanças significativas para motoristas em todo o país. Desde janeiro de 2021, quem negocia um veículo usado pode fazer a transferência diretamente pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), sem precisar reconhecer firma em cartório. Segundo o advogado João Paulo Feeburg, especialista em direito civil e de trânsito, essa medida substituiu o antigo DUT físico (documento verde) e o modelo em papel A4, tornando o procedimento mais rápido, seguro e econômico.

Antes da mudança, o vendedor precisava preencher o DUT, reconhecer a assinatura no cartório e entregar o documento ao comprador, que tinha até 30 dias para concluir a regularização junto ao Detran.

Hoje, todo o processo pode ser iniciado pelo celular, desde que comprador e vendedor possuam conta nível prata ou ouro no GOV.BR.

4 carros usados da Ford que ainda valem a compra, com motores confiáveis, bom espaço interno e preços que começam em R$ 40 mil

5 carros usados da Volkswagen que resistem ao tempo, têm peças fáceis de encontrar, baixo consumo e custam a partir de R$ 35 mil

Carros que quase não vão à oficina garantem economia e confiança. Ranking 2025 destaca Gol, Corolla, Onix, Kwid e outros modelos de manutenção barata

Fiat Strada com ruído na suspensão dianteira: veja o defeito mais comum e como corrigir

Segundo João Paulo Feeburg, a transferência digital só é possível para veículos que já possuem o DUT eletrônico (ATPV-e), disponível para carros registrados ou transferidos a partir de 2021.

Além disso, tanto o comprador quanto o vendedor precisam ter conta validada no GOV.BR com nível de segurança prata ou ouro, que exige autenticação reforçada por biometria, internet banking ou certificado digital.

Essa exigência garante a validade jurídica da assinatura eletrônica e elimina a necessidade de deslocamento até cartórios, uma prática que durante décadas foi considerada obrigatória no processo de transferência de automóveis.

O processo via Carteira Digital de Trânsito é estruturado em etapas simples:

Por fim, o comprador deve comparecer a um posto do Detran/CRVA em até 30 dias para concluir o registro no sistema oficial e, se necessário, instalar as placas no padrão Mercosul.

O advogado João Paulo Feeburg destaca que a transferência via Carteira Digital de Trânsito traz benefícios claros ao consumidor:

Essa simplificação é considerada um passo importante para a modernização da burocracia no setor automotivo brasileiro, integrando serviços públicos ao ambiente digital.

Apesar das vantagens, ainda existe um alerta essencial: o prazo de 30 dias corridos para concluir a transferência permanece em vigor.

Caso o comprador não finalize o processo no Detran dentro desse período, pode ser multado e até ter o veículo recolhido em uma fiscalização.

Outro ponto é que a assinatura digital só funciona em dispositivos móveis atualizados e conectados à internet.

Portanto, é fundamental verificar as condições técnicas antes de iniciar a transação.

A Carteira Digital de Trânsito tornou o processo de compra e venda de veículos usados muito mais prático desde 2021, ao dispensar o cartório e o antigo DUT físico.

Com contas GOV.BR validadas, comprador e vendedor podem realizar todo o procedimento de forma eletrônica, com segurança jurídica e comunicação automática ao Detran.

E você, já usou a Carteira Digital de Trânsito para transferir um carro usado? Acredita que essa mudança realmente reduziu a burocracia ou ainda há barreiras no processo?

Deixe sua opinião nos comentários — sua experiência pode ajudar outros motoristas.

Analisar este conteúdo com IA:
✅ Blockchain Verified