O agronegócio não é apenas um setor produtivo. Ele se consolidou como motor da economia brasileira, com participação direta no crescimento do PIB e no saldo positivo das exportações.
De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agro responde por quase 25% do PIB e é responsável por mais de 40% das vendas externas do país.
Esse desempenho se reflete na geração de empregos, que alcança milhões de brasileiros em atividades que vão do campo à indústria, passando pela logística e pela distribuição.
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Por isso, não surpreende que muitos dos bilionários brasileiros tenham origem nesse setor estratégico.
A Lista Forbes Bilionários 2025 mostra que 39 nomes do agronegócio figuram entre os mais ricos do país. Juntos, eles acumulam um patrimônio de R$ 382,8 bilhões.
Somente os dez primeiros da lista concentram R$ 249,6 bilhões, número que comprova a relevância do setor como formador de grandes fortunas.
Esse resultado também evidencia que o agronegócio vai além da simples produção de alimentos.
Ele abrange toda a cadeia, desde a fabricação de fertilizantes até o processamento de carnes e bebidas, passando ainda pela agroenergia e pelo setor de papel e celulose.
Entre os bilionários brasileiros ligados ao agro, há representantes de várias cadeias produtivas. No segmento de proteína animal, os destaques são Joesley e Wesley Batista, da JBS; Marcos Molina, da Marfrig; e Fernando Queiroz, da Minerva.
Já no setor de alimentos e bebidas, famílias como Dias Branco, Vontobel e Logemann aparecem na lista. A produção agrícola também tem espaço, com Lucia Borges Maggi e os herdeiros do Grupo Amaggi.
Outras fortunas se consolidaram em áreas como agroenergia, fertilizantes, madeira e papel e celulose.
Esse leque variado mostra que o agronegócio brasileiro não depende de uma única atividade, mas se sustenta em uma rede integrada e diversificada.
O levantamento da Forbes também aponta a origem geográfica desses bilionários brasileiros do agronegócio.
O estado de São Paulo lidera com 20 nomes, seguido por Rio Grande do Sul (6) e Rio de Janeiro (5).
Goiás e Ceará aparecem com três representantes cada, enquanto Santa Catarina e Paraná têm dois. Minas Gerais surge com um nome na lista, e outros 17 preferiram não declarar a naturalidade.
Entre os 39 nomes listados pela Forbes, dez se destacam pelo tamanho de suas fortunas.
A presença de 39 bilionários brasileiros do agronegócio mostra que o setor não se resume à exportação de commodities.
Ele é, na verdade, uma cadeia robusta que envolve pesquisa, tecnologia, logística e inovação.
O levantamento da Forbes ressalta que os patrimônios foram calculados com base em informações públicas auditadas, como cotações de ações. Isso significa que, em alguns casos, a riqueza pode estar até subestimada.
