Campos Neto: Sem cortes, governo terá de enfrentar ajuste fiscal em condições piores

Campos Neto: Sem cortes, governo terá de enfrentar ajuste fiscal em condições piores

Campos Neto: Sem cortes, governo terá de enfrentar ajuste fiscal em condições piores

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a reforçar a importância de um ajuste fiscal mais robusto para o Brasil, diante do nível elevado de endividamento do país. Em ocasião recente, ele fez questão de lembrar que a conta sempre chega, e a diferença está em como ela será paga. Segundo Campos Neto, o desafio é escolher o caminho menos doloroso, o que, inevitavelmente, levará a uma forma de resolvê-lo.

A instabilidade fiscal como um problema global

O ex-presidente do BC avaliou que há um quadro de instabilidade que pressiona os governos a encontrar soluções. Além disso, ele lembra que o problema não é exclusivamente do Brasil e que os Estados Unidos também estão debatendo sobre o ajuste fiscal. O endividamento acelerou após a pandemia e agora pressiona os governos a encontrar soluções. Além disso, ele lembra que a saída parcial de recursos do mercado dos EUA para os emergentes, motivado pelo enfraquecimento do dólar, pode beneficiar o Brasil no curto prazo.

O impacto do ajuste fiscal no Brasil

Campos Neto enfatiza que o ajuste fiscal pode vir pela inflação, por um imposto regressivo em que quem está embaixo paga mais a conta, por impostos que penalizem o capital ou até pela desorganização do mercado, um custo que recai sobre quem financia o governo. “Quando você tem uma dívida tão grande, o ajuste vem sempre. A questão é que ele pode vir de diferentes formas”, diz. O objetivo é evitar que o ajuste seja mais doloroso do que necessário.

A dificuldade de cumprir meta de superávit

O vice-presidente da BlackRock, Nathan do Nascimento, concorda com o ex-presidente do BC. Segundo ele, o Brasil se beneficiou com a saída parcial de recursos do mercado dos EUA para os emergentes, mas a questão da sustentabilidade da dívida brasileira ao longo do tempo pode afastar o capital estrangeiro. “Não podemos subestimar o desafio fiscal que enfrentamos”, afirma. Nascimento também destaca que o resultado fiscal que o governo precisa entregar para estabilizar a dívida ao redor de 80% do PIB é um superávit entre 2% e 2,5% do PIB. No entanto, este objetivo se torna muito difícil, já que o orçamento público é “90% engessado”.

A necessidade de cortes no orçamento

Campos Neto enfatiza que o governo precisa entender que tem que cortar gastos agora, para evitar ter que fazer isso numa situação muito pior do que hoje. “Uma instabilidade tende a se resolver. A questão é qual a melhor forma de resolver isso: de uma forma organizada, cortando gastos”, diz. Ele também lembra que o país tem se beneficiado com a saída parcial de recursos do mercado dos EUA para os emergentes, mas a questão da sustentabilidade da dívida brasileira ao longo do tempo pode afastar o capital estrangeiro.

O desafio de escolher o caminho menos doloroso

O desafio é escolher o caminho menos doloroso, o que, inevitavelmente, levará a uma forma de resolvê-lo. Segundo Campos Neto, o ajuste fiscal pode vir de diferentes formas, incluindo a inflação, impostos regressivos e desorganização do mercado. O objetivo é evitar que o ajuste seja mais doloroso do que necessário. A conclusão é que o governo precisa entender que tem que cortar gastos agora, para evitar ter que fazer isso numa situação muito pior do que hoje. Apenas assim é possível encontrar um caminho menos doloroso para resolver a instabilidade fiscal.

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