Um levantamento atualizado do Global Fire Power (GFP), divulgado em setembro de 2025, apontou quais são os 20 maiores exércitos do planeta. Além disso, a pesquisa ganhou relevância após o ataque israelense contra o Irã em Teerã, em 12 de setembro de 2025, episódio que acentuou a rivalidade entre os dois países.
O ranking, publicado anualmente desde 2006, considera a capacidade potencial de cada nação em terra, mar e ar. Além disso, leva em conta mão de obra, equipamentos, recursos naturais, finanças e geografia, reforçando o caráter abrangente da análise.
O índice utiliza uma escala em que quanto menor o número, maior o poderio militar. Portanto, o valor 0,0000 é considerado “perfeito”. Em 2025, 145 países foram analisados.
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De acordo com os dados mais recentes, os Estados Unidos continuam líderes mundiais com índice 0,0744. Logo depois aparecem Rússia (0,0788) e China (0,1184), consolidando o bloco das grandes potências globais.
Com índice de 0,2415, o Brasil ocupa a 11ª posição no ranking global. Além disso, aparece à frente de potências como Alemanha (14º) e Irã (16º). Esse resultado evidencia a importância estratégica das forças armadas brasileiras no cenário internacional.
Embora o país não esteja entre os cinco primeiros, mantém grande capacidade logística. Além disso, conta com extenso território e recursos naturais que sustentam sua presença no top 20 mundial.
Com índice 0,2661, Israel aparece em 15º lugar. Desde outubro de 2023, o país enfrenta confrontos contra o Hamas. Além disso, mantém tensões com Hezbollah e Houthis, ambos apoiados pelo Irã.
Israel conta com 340 caças militares, incluindo 39 F-35, considerados os mais modernos do mundo. Além disso, no setor naval, mantém cinco submarinos em operação.
O Irã, com índice 0,3048, ocupa o 16º lugar no ranking. O país mantém forte parceria militar com a Rússia. Além disso, enfrenta oposição direta dos Estados Unidos, aliados de Israel.
Embora possua mais tanques, blindados e embarcações leves que Israel, o Irã ainda utiliza caças antigos, como os F-4s e F-5s, fabricados nas décadas de 1960 e 1970. Além disso, seu poder naval é limitado, com apenas um submarino em operação.
Segundo o IISS e o Financial Times, a diferença é evidente:
O levantamento mostra que o tamanho do exército não é o único fator determinante. Além disso, tecnologia, capacidade econômica e alianças estratégicas podem definir quem exerce maior influência em cenários de conflito.
Assim, a rivalidade entre Israel e Irã, marcada por ataques, alianças internacionais e gastos militares desiguais, reforça o risco de novas crises no Oriente Médio.
Diante desse quadro, surge a questão: a expansão militar desses países representará um equilíbrio estratégico ou um estopim para futuros confrontos regionais?
