As armas da Renner para defender a liderança em tempos de brilho de H&M, C&A e Riachuelo

As armas da Renner para defender a liderança em tempos de brilho de H&M, C&A e Riachuelo

As armas da Renner para defender a liderança em tempos de brilho de H&M, C&A e Riachuelo

O varejo de moda está fervilhando no Brasil. A H&M, com sua chegada ostentando filas em suas primeiras lojas e posts nas redes sociais, revitalizou o setor que vinha patinando desde a pandemia. Companhias já consolidadas como a C&A e o Riachuelo também estão celebrando seus melhores resultados históricos. Sob essa atmosfera de efervescência, a Renner, a “rainha” do mercado, sente a pressão da concorrência, mas seu CEO, Fabio Faccio, afirma que a empresa está mais preparada que nunca para essa disputa.

Nos últimos anos, a Renner enfrentou diversos desafios. A pandemia trouxe uma crise generalizada no consumo de roupas, as taxas de juros subiram e a invasão de produtos asiáticos, muito mais baratos, ameaçou o mercado local. Mas além desses fatores externos, a própria estratégia da Renner também precisou ser revisada.

Reinventando a Renner: investimentos e aprendizados

Entre 2021 e 2024, a Renner embarcou em seu maior ciclo de investimento da história, dedicando de 10% a 12% de sua receita líquida anual a essa iniciativa. O objetivo era modernizar a empresa: digitalizar seus processos, construir um centro de distribuição totalmente automatizado em Cabreúva (SP) para atender tanto a operação física quanto online, e criar um sistema de abastecimento individualizado para cada loja.

A jornada, porém, não foi fácil.
A Renner precisou aprender com os erros, em uma fase crucial para a gestão de Faccio, CEO desde 2019. Após um período em que a empresa foi liderada por José Galló, figura central na ascensão da Renner ao topo do mercado nacional, Faccio assumiu o desafio de conduzir a companhia em um novo ciclo.

Um dos episódios mais desafiadores foi o segundo trimestre de 2023. A coleção de inverno não decolou e a Renner se viu obrigada a realizar liquidações para retirar o estoque. Esse ano, o lucro líquido do primeiro trimestre caiu 76%, evidenciando a fragilidade do modelo em face das mudanças no comportamento do consumidor.

Alta tecnologia para um futuro mais rápido

A Renner, porém, não se deixou abater. Com o avanço dos investimentos em tecnologia, especialmente em ferramentas de inteligência artificial, a empresa refinou seus modelos de previsão de demanda. Hoje, a Renner consegue levar de 20% a 35% da coleção do design para as prateleiras em cerca de 25 dias, caso seja necessário. Essa rapidez impacta positivamente a margem bruta, o giro de estoques e o ciclo financeiro da empresa. Anteriormente, essa mesma porcentagem de produtos levava cerca de 45 dias para chegar às lojas. Essa mudança estratégica se traduz em uma Renner mais ágil, preparada para responder às demandas do consumidor moderno, e pronta para encarar com confiança os novos desafios que o mercado de moda reserva.

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