América Móvil e Entel juntam forças para oferecer um pacote completo pela Telefónica no Chile.
A empresa brasileira América Móvil, já presente no país com a ClaroVTR, e a chilena Entel se uniram em uma proposta conjunta para adquirir a filial da Telefónica no Chile. A estratégia envolve a América Móvil se concentrando no negócio de telefonia móvel da Telefónica Chile, enquanto a Entel ficaria com a parte de telefonia fixa. As informações sobre a união dessas duas gigantes foram confidencialmente reveladas por pessoas próximas às negociações. Em um movimento estratégico, a dupla busca fortalecer sua posição no competitivo mercado chileno, que já conta com quatro grandes players.
A WOM, um competidor em ação
A negociação conjunta acontece em um cenário repleto de mudanças. A WOM, empresa que enfrentou dificuldades há pouco tempo, se recuperou da recuperação judicial e já se posiciona como um concorrente forte. Além disso, a ClaroVTR, braço da América Móvil no Chile, recebeu uma importante injeção de capital de um de seus proprietários, ampliando sua capacidade de investimento. Interessante notar que a WOM também pode apresentar sua própria oferta pela Telefónica no Chile, intensificando a disputa.
Espera por aprovações e a saga de consolidação
A venda da Telefónica no Chile faz parte de um plano estratégico definido pelo atual presidente da empresa, Marc Murtra. Desde julho do ano passado, a Telefónica já anunciou o desprendimento de suas subsidiárias nos mercados peruano, colombiano e argentino, focando plenamente na consolidação de sua presença em mercados europeus como: Brasil, Alemanha, Reino Unido e Espanha. O plano de Murtra, a ser apresentado em detalhes no dia 4 de novembro, prioriza a expansão e consolidação em desses mercados.
Esses movimentos, no entanto, não se passam de peças em um tabuleiro complexo. Especulações sobre a possível rejeição de ofertas por parte do regulador, devido a preocupações com a concorrência no mercado chileno, pairam no ar.
De acordo com os dados mais recentes, a Movistar, marca de telefonia móvel da Telefónica, detinha 23,2% do mercado em junho. A Entel, por outro lado, liderava com 33,2% e a Claro, 20,9%.
As empresas envolvidas no processo de negociação – ClaroVTR, Entel, Telefónica e América Móvil – escolheram por conta própria permanecer em silêncio, sem emitir declarações sobre o assunto.
