A$AP Rocky ataca Drake em entrevista: ‘Eu simplesmente detesto o rumo que isso está tomando e todo esse drama’

A$AP Rocky ataca Drake em entrevista: ‘Eu simplesmente detesto o rumo que isso está tomando e todo esse drama’

A$AP Rocky não está nada feliz com a forma como a rivalidade entre Drake e Kendrick Lamar está se desenrolando. Em entrevista à Elle Magazine, o rapper detonou o processo de Drake contra a Universal Music Group (UMG), afirmando que transformar uma briga musical em uma ação judicial é prejudicial para a cena do hip-hop. Para Rocky, essa escalada do conflito para os tribunais é um desvio do que o hip-hop representa.

O rapper relembrou o início da disputa, quando ele, Drake e Kendrick trocaram farpas em suas músicas. “Show of Hands,” lançada por A$AP Rocky, respondeu à música “Family Matters” de Drake, mas a troca de desaforos nunca evoluiu para algo mais sério. As coisas ficaram complicadas quando Drake, insatisfeito com o “Not Like Us”, de Kendrick Lamar, acusou a UMG de promover a diss track. Ele argumenta que a música contém ataques sérios contra sua imagem e almeja indenizações por danos morais e reputacionais.

Um Conflito que Passa da Música

A$AP Rocky, durante a entrevista, expressou sua insatisfação com a judicialização do conflito. “A batalha era entre Kendrick e Drake, não entre Drake e todos os outros que possam ter dito algo naquele momento, e é principalmente por isso que eu recuei. Eu simplesmente detesto o rumo que isso está tomando e todo esse drama. Que parte do jogo é essa? Que tipo de m*rda é essa? Isso não é da minha conta, eu acho.” Para o rapper, o hip-hop vive e se alimenta das batalhas líricas e da competição saudável entre artistas, e levar tudo para a justiça é um desrespeito à essência do gênero.

Ele vê esse tipo de ação como prejudiciais para a cultura hip-hop, abrumando-a com complexidades e processos. Rocky acredita que a rivalidade musical se resume às letras, aos versos e à música em si, e não precisa transferir para a esfera judicial.

A UMG se Defende

Por outro lado, a Universal Music Group, alvo do processo de Drake, nega as acusações e afirma que as alegações de promozione em massa e difamação são infundadas.

A gravadora alega que a circulação da música “Not Like Us” se encaixa nas práticas editoriais e comerciais comuns do mercado musical. Em seu contra-argumento, a UMG está defendendo-se nos tribunais, buscando provar que não teve atuação direta ou incentivadora na criação ou divulgação da música.

Advogados do setor acreditam que o caso, por ser um precidente inédito, será longo e complexo.

A ação de Drake contra a UMG pode ser um marco importante para o futuro da música. Um julgamento em seu favor pode impactar as práticas de mídia e marketing de gravadoras, restringindo sua atuação na promoção de conteúdos polêmicos.

A situação coloca em evidência a necessidade de um debate sobre os limites da liberdade de expressão e os riscos da difamação no mundo da música.

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