A Marcopolo (POMO4) transmitiu confiança ao mercado durante seu Investor Day em Caxias do Sul (RS). Com margens em alta e uma carteira de pedidos firme, a empresa se apoia na frota nacional envelhecida e na expansão internacional para crescer. Analistas consideram as ações atrativas, mesmo com os juros elevados.
O evento da Marcopolo para investidores deixou uma mensagem clara: o cenário é positivo. A empresa destacou a força de sua carteira de pedidos e as altas margens de lucro. Um dos principais motores para o futuro é a necessidade de renovação da frota de ônibus no Brasil. Analistas que participaram do encontro veem um potencial relevante de valorização para os papéis da companhia até 2026.
Diversas instituições financeiras reforçaram suas recomendações positivas para a Marcopolo. O Bradesco BBI elevou o preço-alvo para R$ 12, projetando crescimento de receita de 8,9% em 2025. A XP Investimentos manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 11,50. A corretora projeta uma margem Ebitda de 18,4% para 2026 e um retorno em dividendos próximo de 8%. O Itaú BBA também recomendou a compra, com alvo de R$ 13, destacando que não há sinais de piora na demanda.
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O crescimento da Marcopolo não se limita ao Brasil. A empresa enxerga oportunidades de expansão nos Estados Unidos e na Europa. No mercado europeu, a saída de concorrentes abre espaço para novas parcerias. Além disso, a companhia aposta em novas tecnologias. A adoção de ônibus elétricos e movidos a biocombustíveis foi vista como uma oportunidade adicional. As fábricas já estão sendo preparadas para produzir veículos com múltiplas fontes de propulsão.
No Brasil, o cenário também é favorável. O JPMorgan reiterou sua recomendação de compra para a Marcopolo. O banco prevê vendas domésticas entre 23 e 24 mil unidades em 2025, o maior patamar em dez anos. Um fator importante é o novo leilão do programa Caminho da Escola, previsto para o fim deste ano. No acumulado de 2025, as entregas da empresa cresceram 3% no Brasil e 17% no exterior.
Os esforços da Marcopolo para ganhar eficiência estão gerando resultados. Analistas do Itaú BBA afirmam que a empresa possui uma estrutura mais enxuta e automatizada. Essa modernização se reflete diretamente nos números. O retorno sobre o capital investido (Roic) atingiu 26% no segundo trimestre de 2025. A gestão reforçou que a busca por eficiência levou a uma rentabilidade maior, com projeções de margem Ebitda na casa dos 18% para os próximos anos.
