CONSUMO – O CONSUMIDOR DO FUTURO JÁ ESTÁ AÍ! – pág.30

A Geração Z emerge como um segmento consumista, despertando o interesse de muitas organizações na atualidade.

O estudo do comportamento das gerações tem sido pauta em livros, filmes e pesquisas. Primeiro, os Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1964, fruto de uma explosão populacional logo após o fim da 2ª Guerra Mundial. Pacifistas, quebraram barreiras políticas e de gênero, além de terem criado o movimento hippie. Na sequência, veio a Geração X, nascida entre as décadas de 1960 e 1980, apaixonada pelo trabalho, aderente a regras e que desenvolveu os principais avanços tecnológicos que conhecemos, alguns dos quais iniciados pela geração anterior. Steve Jobs, um ícone da inovação, nasceu em 1955 – um Baby Boomer – e prova que, em toda a regra, há variações e exceções.
Logo depois veio a Geração Y, os Millenials, nascida a partir do final da década de 1970 até meados dos anos 1990, imersa na revolução tecnológica, com notável facilidade material e exigente como consumidora. Agora, uma nova geração aparece, a Geração Z, cujos integrantes – nascidos entre o final da década de 1990 até 2010 –, mostram-se exigentes, individualistas, consumistas, menos fiéis às marcas e absolutamente digitais, com forte interesse em produtos ligados à moda e à vaidade, em uma busca pela autoafirmação e status social.
“Estamos diante de omnishoppers nativos, que gostam de visitar lojas físicas, mas preferem comprar online. Eles estão na vanguarda da revolução mobile e querem novidades e vivências únicas. A Geração Z representa uma oportunidade crucial para as empresas, porque esses consumidores tendem a ser mais fiéis e a desenvolver fortes conexões com as marcas. Para oferecer uma experiência personalizada em todos os pontos de contato, estratégias baseadas em dados são essenciais”, explica Alessander Firmino, diretor geral da Criteo para o Brasil e América Latina, empresa que trabalha com varejistas da Internet para exibição de anúncios online.

INFLUENCIADORES NATOS
Por conta disso, a Geração Z emerge como um segmento consumista, despertando o interesse de muitas organizações na atualidade. Ela se apresenta como uma geração conectada às tendências, a tudo que é novo e tecnologicamente atraente. É um segmento apaixonado pela tecnologia, pela mídia e suas ferramentas de transmitir informações. Utiliza a televisão, ouve o rádio, acessa a internet e fala ao celular simultaneamente, sem qualquer dificuldade. Leva esse comportamento frenético, em ritmo fragmentado e acelerado, para as escolas e para as empresas nas quais trabalham, exigindo novas práticas educacionais e gerenciais, a fim de conduzir tais comportamentos para que se possa extrair o melhor desse segmento, extremamente criativo e inovador.
Para essa geração, beleza e juventude são valores importantes e a moda é uma das formas de expressar esses valores através das principais tendências. Ao contrário do que muitos imaginam, os jovens são exigentes em relação aos produtos/serviços e realizam sim comparações antes de efetuar suas compras. No processo de decisão de compra, valorizam mais a qualidade, o preço e o design que a marca do produto em si.
Cada vez mais, o adolescente é influenciado e influencia nas decisões de compra. No ato de consumir, ouve mais a opinião dos pais, que continuam a ser a influência principal a afetar as decisões de compra. E, ao mesmo tempo, também influencia as compras familiares, principalmente em relação a roupas, a alimentos e a artigos eletrônicos. Por isso, a ânsia de tantas empresas em cativar esse público potencial.
Assim, para as organizações que desejam conquistar esse mercado, não basta produzir ou vender produtos/serviços. Um marketing inteligente, nesse caso, inclui definir e compreender o comportamento e os hábitos de consumo do adolescente, uma geração consumista, como é denominada, e carente de estratégias focadas em seus desejos e suas idiossincrasias. É preciso, então, mantermo-nos “antenados” para atender a essa geração de consumidores sofisticados e exigentes. E a premissa é certa: ou elas se adaptam aos novos hábitos adolescentes, ou não irão conseguir sobreviver e manter-se competitivas no principal mercado do futuro: a Geração Z.