Quais os benefícios da gestão do conhecimento nas empresas?

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As transformações sempre ocorreram nas empresas. Agora, nos deparamos com a mais importante: gerir todo o conhecimento dentro das organizações para que se torne vantagem competitiva.

 

Práticas de gestão do conhecimento não são apenas modismos da administração moderna. Não é de hoje que as empresas já a utilizam como ferramental de capacitação profissional. Temos inúmeros exemplos de mestres que passam os ofícios de sua profissão a seus aprendizes, desde os grandes mestres da arte como Da Vinci ao um simples carpinteiro em sua oficina rudimentar.

 

Sonia Wada, diretora presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), explica como foram marcados os ciclos da economia mundial – por revoluções Agrícola e Industrial e, mais recentemente, pela Revolução da Informação e que todas nos impulsionam para chegar ao ponto que estamos hoje, pautados no conhecimento. “Na Revolução Agrícola, o poder político e econômico baseava-se na posse da terra. Já na Revolução Industrial, o determinante era o capital financeiro. Nela, passamos pelas eras da produção em massa, da eficiência, da qualidade, da competitividade. Agora, em plena Era da Informação, o que pesa é o conhecimento”, ensina.

 

Segundo Sonia, o saber e o aprender sempre foram as molas propulsoras da humanidade. Dados, informações e conhecimentos sempre existiram em todas as organizações, sejam elas do primeiro, segundo ou terceiro setor, mas a novidade desse processo é entender o conhecimento como capital intelectual ativo das instituições.

 

“Saber geri-lo, conservá-lo, disseminá-lo, combiná-lo, criar e aplicar o conhecimento é fundamental para obter sustentabilidade e vantagem competitiva, por meio de melhorias, inovação e aumentando a qualidade de vida das pessoas, nesse mundo de constantes mudanças. Por isso é necessário que os gestores estejam abertos à criação de um ambiente favorável ao apoio de práticas que levem à formação de mais conhecimento, permitindo a captura e o filtro desse saber por meio de processos, métodos, práticas, ações e de sistemas internos de compartilhamento entre seus parceiros”, afirma a executiva, que é pesquisadora, formada em Biblioteconomia e Documentação pela ECA/USP, especialista em informação tecnológica e gestão do conhecimento e mestre em Inteligência Competitiva.

 

Para a Sonia, a grande questão é onde está armazenado todo esse conhecimento. “Ele está em toda parte, na cabeça das pessoas. É o conhecimento tácito, ou seja, aquele que foi formado pela vivência e pela interpretação e pela aplicação constante de dados e informações. Como transformar esse saber em conhecimento explícito, aquele que pode ser formalizado, armazenado, transportado, utilizado e mensurado? Somente com o gerenciamento de todo esse capital intelectual coletivo. Daí a necessidade da gestão do conhecimento!”, complementa.

 

 

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