e-commerce nas padarias: como vender além da loja física e com baixo investimento

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Comércio eletrônico é eficaz e inovador para pequenos negócios atenderem a nichos específicos de mercado via internet,

 

Com a futura inclusão da banda larga popular no Brasil e o crescente número de sites de compras coletivas, a interatividade via internet e o consumo online tende a aumentar no País nos próximos anos. Para o pequeno e médio empreendedor a realidade do e-commerce, que antes parecia apenas ao alcance das grandes redes, já é possível e com baixo investimento.

 

Segundo Michelyne Andrade Fileto, gerente de Negócios da Epratico, empresa especializada em gestão para pequenos negócios, a inclusão digital para as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) – como é o caso da maior parte das padarias – é uma tendência de mercado, visto que a internet aproxima o cliente da empresa por meio de um clique. “Para o pequeno empresário o uso da web deve ser encarado como ferramenta estratégica empresarial, pois pode reduzir o custo operacional da empresa, aumentar a receita e a agilidade nas negociações”, explica.

 

Para a executiva, a tendência é de maior expansão do comércio eletrônico no Brasil, pois a internet tem sido largamente utilizada como nova mídia de propaganda e marketing devido às suas características inerentes: “Globalização e capacidade de interatividade podem ganhar mais espaço com os jogos olímpicos, visto que o Brasil terá maior destaque na mídia internacional e a web será o maior veículo para acesso e troca de informações”, afirma.

 

Planejamento dentro dos limites

 

Um pequeno negócio na web pode oferecer praticamente todos os produtos e serviços de uma panificadora no e-commerce. Porém, é necessário que o planejamento seja feito dentro das limitações e, principalmente, dentro dos recursos que a empresa dispõe. “É importante que o empresário estabeleça o objetivo real do projeto, analise a concorrência em seu setor e faça uma boa apresentação institucional da empresa”, ensina Michelyne.

 

Para a gestora, o planejamento do e-commerce deve ser feito independentemente do negócio estar em seu início ou andamento. “O comércio eletrônico pode ser implantando em qualquer fase da empresa, desde que haja um projeto adequado, recursos e sistema operacional personalizado, comprometimento, atendimento diferenciado, além da necessidade de acompanhar as tendências do mercado de marketing digital”, explica.

 

Investimento baixo em ferramental

 

Com mais de dez mil licenças de softwares em uso para pequenas e médias empresas, a Epratico se especializou para atender a esse nicho de mercado: MPEs que desejam entrar para a web. A empresa acaba de desenvolver um software exclusivo para comércio eletrônico que oferece suporte gratuito com integração da plataforma de gestão.

 

“O cliente cadastra os produtos, as informações e as fotos no software. Automaticamente os arquivos são enviados para o site. Além disso, as empresas prestadoras de serviços podem disponibilizar acompanhamento de ordens de serviços em tempo real. Tudo integrado com o software de gestão”, explica Michelyne.

 

Atualmente, a empresa desenvolve o site de e-commerce pelo valor de R$ 800, incluindo provedor com espaço ilimitado para envio de produtos e fotos, além de uma conta com 20 e-mails. O custo de manutenção mensal para a plataforma é de R$ 39,90.

 

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